ROMA, 28 JAN (ANSA) – A cidade de Milão, no norte da Itália, oferecerá aos visitantes a oportunidade de explorar algumas de suas joias históricas: a passarela suspensa Highline, localizada sobre a Galleria Vittorio Emanuele II, recentemente reaberta, além da Sala dos Relógios e do terraço acima dela.
O projeto contou com um investimento estimado entre 2 e 3 milhões de euros, realizado pela empresa Duomo 21, detentora da concessão da Prefeitura de Milão. A concepção e a gestão das visitas ficam a cargo do grupo criativo Highline Milano.
Os passeios terão início no dia 7 de fevereiro e ocorrerão de terça a domingo, com ingressos a 15 euros.
A passarela suspensa tem 250 metros de comprimento e cerca de 40 metros de altura, ligando a Piazza della Scala à Piazza Duomo ao longo do eixo da Galleria. A estrutura de ferro se projeta para o exterior, oferecendo vistas privilegiadas do teto de vidro do Salotto dei Milanesi.
Já a Sala dos Relógios e os espaços adjacentes poderão ser visitados pela primeira vez na história. O local abrigava o salão de controle central dos relógios públicos de Milão e ainda conserva uma máquina de controle datada de 1932.
Situado acima do arco triunfal da Galleria, na Piazza Duomo, o espaço permaneceu “secreto” ao público por quase 150 anos. O amplo terraço acima do arco triunfal, que sofreu atos de grafite no verão de 2024, também estará aberto aos visitantes.
Até agora, apenas operários da construção civil, funcionários da Agência de Propriedade Estatal e técnicos de manutenção tinham acesso a esses locais, devido a questões de segurança e acessibilidade.
O projeto integra o esforço contínuo da cidade para aprimorar os espaços da Galleria, que gera mais de 80 milhões de euros em renda de aluguel anualmente. “É um belo projeto que reúne passado, presente e futuro”, afirmou Emmanuel Conte, secretário de Patrimônio do Estado.
“Aprimoramos a Galleria nos últimos anos, primeiro no térreo e depois nos andares superiores, e com este projeto estamos enriquecendo ainda mais a experiência dos visitantes”, concluiu o italiano. (ANSA).