Um jovem migrante de origem subsaariana morre na manhã desta sexta-feira (7) ao tentar entrar em Ceuta com um parapente. Vindo das montanhas do Marrocos, ele caiu no mar pouco antes de chegar ao destino espanhol, informaram fontes da Guarda Civil. A tragédia destaca os perigos enfrentados por aqueles que buscam entrar na cidade autônoma.
- Um migrante de origem subsaariana faleceu ao tentar chegar a Ceuta de parapente, caindo no mar vindo das montanhas do Marrocos.
- O corpo do jovem foi resgatado pela Guarda Civil, e as causas da queda do equipamento ainda são objeto de investigação pelas autoridades locais.
- Ceuta enfrenta um colapso em seu sistema de acolhimento, com 1.342 menores migrantes registrados e a permanência de milhares de adultos no exclave espanhol.
O jovem, que não teve a identidade revelada, havia decolado da região de Benzú, nas colinas que dominam a costa marroquina em frente à baía norte de Ceuta. Seu objetivo era entrar na cidade autônoma da Espanha, localizada no norte da África, uma das principais portas de entrada para a Europa.
Por motivos ainda sob investigação, ele aparentemente perdeu o controle do parapente e caiu na água. O rapaz já estava morto quando a Guarda Civil o resgatou, reforçando o risco inerente a essas travessias.
Ceuta: um desafio migratório crescente
De acordo com a ministra para a Juventude e Infância espanhola, Sira Rego, no momento, há 1.342 menores migrantes registrados em Ceuta. O processo de localização e identificação dessas crianças, muitas delas desacompanhadas, prossegue intensamente, conforme a ministra.
“Desde a semana passada, estamos à disposição das autoridades locais e em contato constante com elas. Como sabem, a situação é muito complicada e há muitos meninos e meninas migrantes desacompanhados”, afirmou Rego, garantindo que “Ceuta não será deixada sozinha” diante do desafio humanitário.
Qual o impacto da crise migratória na cidade?
A cidade autônoma espanhola de aproximadamente 85 mil habitantes, situada na costa do Norte da África, enfrenta um colapso em seu sistema de acolhimento após a chegada em massa de dezenas de milhares de migrantes no final de julho. A intensificação da crise migratória na região tem gerado preocupação internacional.
Estima-se que entre 3 e 6 mil deles permaneçam no exclave, segundo atualizações feitas na quinta-feira (6) pelo prefeito da cidade, Juan Jesús Vivas. A situação exige uma resposta coordenada e humanitária para garantir a segurança e o bem-estar dos recém-chegados, especialmente os mais vulneráveis.