Economia

Microsoft revelará primeira reformulação do Windows em seis anos

Microsoft revelará primeira reformulação do Windows em seis anos

Logo da Microsoft fotografado em Nova York, EUA


Por Stephen Nellis

(Reuters) – A Microsoft exibirá nesta quinta-feira a primeira grande reformulação de seu sistema operacional Windows desde 2015.

O software que transformou a Microsoft em um nome popular e dominou os computadores pessoais por anos foi ultrapassado por dispositivos que usam sistemas da Apple e do Google, mas ainda é essencial para a força da Microsoft no mercado corporativo.

A atualização do sistema operacional também pode agradar os usuários finais, que ajudaram a impulsionar as vendas de PCs de forma acentuada no ano passado em razão dos impactos das medidas de isolamento social.

Os analistas esperam que o sucessor do Windows 10 seja chamado de Windows 11 e traga atualizações para usuários corporativos que podem torná-lo mais fácil de usar com configurações de monitor duplo. Ele também pode conter atualizações para jogadores de PC, outra importante base de usuários da Microsoft.

A companhia também pode dar mais detalhes sobre seus planos para uma Windows Store renovada.

A empresa recentemente cortou as comissões sobre os jogos vendidos na loja para 12%, abaixo dos 15% que recebe em aplicativos regulares, e tem sido uma crítica vocal da App Store, da Apple, que cobra comissões de 30% e exige que os desenvolvedores usem os sistemas de pagamentos da própria Apple.

O Windows continua sendo uma das maiores plataformas do mundo da tecnologia, com o segmento de computação pessoal da Microsoft respondendo por 48,2 bilhões de dólares de seus 143 bilhões em receita no último ano fiscal.

O Windows 10, a versão mais recente, tem 1,3 bilhão de usuários, quase a base total de dispositivos instalados da Apple de 1,65 bilhão de usuários, mas menos da metade dos 3 bilhões de usuários do Android, da Alphabet.

Entre os PCs e laptops, o Windows perdeu parte do mercado em 2020 para os Chromebooks do Google, já que as escolas optaram por dispositivos mais baratos para o aprendizado online, mas ainda manteve mais de 80% do mercado, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado IDC.

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