Mianmar rejeitou, nesta sexta-feira (16), as acusações de genocídio contra a minoria rohingya, classificando-as como “infundadas”, e declarou à Corte Internacional de Justiça (CIJ) que suas forças realizaram “operações de contra-insurgência” contra “terroristas”.
“Este caso será decidido com base em fatos comprovados, não em acusações infundadas. Linguagem emotiva e descrições imprecisas não substituem uma apresentação rigorosa dos fatos”, declarou o ministro birmanense, Ko Ko Hlaing, à corte.
A CIJ iniciou na segunda-feira, em Haia, três semanas de audiências sobre as denúncias de Gâmbia de que Mianmar cometeu genocídio contra os rohingya durante uma repressão em 2017.
Mianmar sempre afirmou que a ofensiva de suas forças armadas era justificada para eliminar insurgentes rohingya após uma série de ataques que deixaram uma dúzia de membros das forças de segurança mortos.
“Mianmar não era obrigada a permanecer passiva e permitir que os terroristas agissem livremente”, disse Hlaing aos juízes.
“Os ataques foram o motivo das operações de limpeza, um termo militar que se refere a operações de contra-insurgência ou contraterrorismo”, acrescentou.
Centenas de milhares de muçulmanos rohingya fugiram da violência do exército birmanês e das milícias budistas para o vizinho Bangladesh.
Os deslocados relataram histórias terríveis de estupros em massa, incêndios criminosos e assassinatos.
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