A Polícia Civil perdeu na sexta-feira (5) um policial militar reformado suspeito de matar a tiros a ex-mulher Sueli Pascoal, de 50 anos, no dia 8 de outubro, em Belo Horizonte (MG). De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado pelo fato de o suspeito não aceitar o fim do relacionamento do casal.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (8), a a chefe do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Letícia Gamboge, informou que a mulher sofreu agressões físicas e psicológicas por 32 anos e teria decidido se divorciar do marido.
Nos primeiros meses, o casal permaneceu morando na mesma casa e a mulher foi vítima de diversas agressões. Ela chegou a denunciar o policial reformado, mas diante dos pedidos do suspeito e de familiares dele, a mulher requisitou a revogação da ordem judicial.
“A vítima guardou em arquivos pessoais fotos das marcas das agressões que ela sofria por parte desse suspeito. Ela já teve o maxilar quebrado e também guardou um chumaço de cabelo que, em alguma briga, o homem arrancou da cabeça dela. Ela guardou como forma de demonstrar as agressões que ela vivia com esse indivíduo”, revelou a delegada Ingrid Estevam.
Um dia antes de ser morta, Sueli retornou à delegacia para solicitar mais uma vez a medida protetiva de urgência, a qual não houve tempo hábil de ser expedida. No dia do crime, por volta das 22h, o suspeito teria entrado na casa e, em menos de três minutos, descarregou a arma, um revólver calibre 38, contra o rosto da vítima.
Conforme a delegada, o suspeito alega que agiu em legítima. Ele afirmou que foi até o imóvel para pedir que a mulher saísse de casa e ela teria partido para cima dele. A polícia, entretanto, não acredita nessa versão.