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México registra 73.201 desaparecidos, a maioria após ofensiva antidrogas

México registra 73.201 desaparecidos, a maioria após ofensiva antidrogas

(ARQUIVO) Em 25 de setembro de 2019, alunos e familiares dos 43 alunos da escola de treinamento em Ayotzinapa que desapareceram em 2014 protestaram antes do quinto aniversário do fato, na Cidade do México. O Ministério Público anunciou em 7 de julho de 2020 que os restos de um dos estudantes foram identificados. - AFP/Arquivos

O governo mexicano tem um recorde de 73.201 pessoas desaparecidas, a maioria delas depois de uma ofensiva militar antidrogas lançada em 2006, ano em que 6.625 corpos foram encontrados em sepulturas clandestinas, informou o Ministério do Interior nesta segunda-feira.

Antes da implementação da estratégia militar contra o narcotráfico, 1.523 desapareceram, dos quais o primeiro caso ocorreu em 1964. Segundo o relatório oficial, até agora em 2020, há 2.394 pessoas desaparecidas.

O Ministério do Interior também informou que, desde dezembro de 2006, até agora, 6.625 corpos foram exumados de 3.978 sepulturas clandestinas, a maioria localizada nos estados de Veracruz (leste), Sinaloa, Colima (noroeste), Guerrero (sul) e Sonora (norte).

“O trabalho que foi promovido para fortalecer os serviços periciais e forenses, tanto na Procuradoria Geral da República (…) quanto nos estados, está começando a ter resultados”, disse Alejandro Encinas, vice-secretário de Direitos Humanos da dependência.

Um dos casos mais emblemáticos é o dos 43 alunos da escola rural de Ayotzinapa, que desapareceram entre a noite de 26 de setembro e a manhã de 27 de setembro de 2014 na cidade de Iguala, Guerrero.

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Na semana passada, o Ministério Público anunciou que os restos mortais de Christian Alfonso Rodríguez Telumbe, um dos estudantes desaparecidos, foram identificados no âmbito de uma nova investigação que arruinou a chamada “verdade histórica”.

Em dezembro de 2014, outro estudante, Alexander Mora Venancio, foi identificado.

Os restos mortais de Rodríguez Telumbre foram encontrados em um ponto conhecido como Barranca de la Carnicería, na cidade de Cocula, a cerca de 800 metros de um lixão, onde – segundo a “verdade histórica” do governo do ex-presidente Enrique Peña Nieto – criminosos teriam cremado os corpos dos jovens.

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