Comportamento

México prende supostos envolvidos em massacre de mórmons

México prende supostos envolvidos em massacre de mórmons

Há uma semana, um grupo de 17 integrantes das famílias LeBarón e Langford viajava em três veículos pelos limites dos estados de Sonora e Chihuahua, fronteiriços com os Estados Unidos, quando foram atacados - AFP/Arquivos

Supostos envolvidos no assassinato de três mulheres e seis crianças de uma proeminente comunidade mórmon mexicano-americana assentada no norte do México foram detidos, disse nesta segunda-feira o secretário de Segurança Pública, Alfonso Durazo.

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“Há detidos, mas não cabe a nós já proporcionar (mais) informação (…), a investigação está já nas mãos tanto da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Sonora, como nas mãos da Procuradoria-Geral da República”, disse Durazo à imprensa.

O funcionário indicou que 12 equipes de diferentes países estão trabalhando nas investigações, entre eles o FBI.

“A dimensão que o crime organizado adquiriu historicamente no nosso país dá uma conotação internacional, consequentemente seu combate só será possível por meio da cooperação internacional, cooperação em um âmbito de respeito à soberania”, acrescentou Durazo.

Há uma semana, um grupo de 17 integrantes das famílias LeBarón e Langford viajava em três veículos pelos limites dos estados de Sonora e Chihuahua, fronteiriços com os Estados Unidos, quando foram atacados.

Pistoleiros mataram alguns dos passageiros à queima-roupa e atiraram nos veículos. Um dos automóveis foi encontrado incinerado. Nessa caminhonete viajava uma das mulheres com quatro de seus filhos, entre eles dois bebês.

O governo mexicano diz que o crime que comoveu o país pode ter sido resultado de uma confusão entre narcotraficantes, mas familiares das vítimas rejeitam essa versão. Os sobreviventes dizem que ao menos uma das mulheres saiu de sua caminhonete para suplicar aos pistoleiros que não os atacassem.

Segundo a imprensa mexicana, a comunidade havia denunciado o assédio de ladrões de combustíveis, conhecidos como huachicoleros.

Em 2018, 30 dos 32 estados do México tinham taxas de impunidade altas, muito altas ou atípicas, segundo o Índice Global de Impunidade do México.

Os mórmons chegaram há mais de um século ao México após ser perseguidos nos Estados Unidos por suas tradições, em especial a poligamia.

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