Mexicana Pemex reduz perdas no fim de 2025 com custos e impostos menores

A estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) registrou uma forte redução de suas perdas durante o quarto trimestre de 2025, aliviada principalmente por menores custos em suas vendas e carga tributária, informou a companhia nesta sexta-feira (27).

A petroleira registrou um resultado negativo de 147 milhões de pesos (R$ 43,95 milhões, na cotação atual) entre outubro e dezembro do ano passado, frente à perda de 350,48 bilhões (R$ 104,78 bilhões) no mesmo período de 2024, segundo seu relatório de resultados financeiros.

O resultado de todo o ano de 2025 também mostrou uma perda de 45,20 bilhões de pesos (R$ 13,51 bilhões), em comparação com a redução de 780,59 bilhões de pesos (R$ 233,37 bilhões) observada em 2024.

A Pemex detalhou que a melhora no quarto trimestre “se explica pela redução do custo das vendas (…), a diminuição de impostos e contribuições, por um maior ganho cambial”, assim como por um melhor desempenho de instrumentos financeiros derivativos.

Mas esses efeitos positivos “foram parcialmente contrabalançados por menores vendas”, acrescentou a empresa em seu relatório para investidores.

As vendas de petróleo e derivados da Pemex caíram 15,9% no quarto trimestre, para 362,45 bilhões de pesos (R$ 108,36 bilhões), indica o relatório.

Enquanto isso, a carga tributária da Pemex foi reduzida em 79%, para 43,10 bilhões de pesos (R$ 12,89 bilhões), ante os 205,30 bilhões de pesos (R$ 61,38 bilhões) pagos no quarto trimestre de 2024.

O custo financeiro da empresa, uma das mais endividadas do mundo, com passivos superiores a 85 bilhões de dólares (R$ 436,90 bilhões), foi reduzido em 64,9%, para 19,51 bilhões de pesos (R$ 5,83 bilhões).

Nas últimas duas décadas, a Pemex dobrou sua dívida e reduziu sua produção em mais de 50%, devido ao envelhecimento de seus campos e à falta de investimento. Atualmente, busca reverter esse declínio com um agressivo apoio financeiro do governo.

A estatal passou de um pico de produção de 3,4 milhões de barris diários em 2004 para 1,65 milhão de barris no quarto trimestre do ano passado, de acordo com o relatório.

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