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Mesmo fraco no exterior, dólar avança 0,61% frente a real e fecha a R$ 5,3518

Mesmo fraco no exterior, dólar avança 0,61% frente a real e fecha a R$ 5,3518

O dólar no mercado à vista fechou nesta segunda, 6, cotado a R$ 5,3518, em alta de 0,61%, mesmo em dia de busca do investidor por risco e em um ambiente de enfraquecimento visto no exterior com rali nos mercados acionários motivados pelos indicadores de retomada da economia nos Estados Unidos, Europa e China.

As preocupações com a dinâmica fiscal, em um momento no qual o próprio o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que a dívida bruta/PIB vai a 100%, ao mesmo tempo em que a política monetária segue bastante estimulativa mantém os investidores usando o real como hedge de outras operações de risco e, com isso, destoa do movimento da maioria das moedas de seus pares que se valorizaram frente ao dólar na etapa vespertina dos negócios.

“Risco é precificado no mercado, se não tem prêmio no juro básico, vai buscar prêmio em outros lugares, no caso, o real”, diz Marcos de Callis, estrategista da Hieron Patrimônio Familiar e Investimento.

O dólar abriu em queda, tendo chegado a R$ 5,2636, na mínima do dia no segmento spot. No entanto, no início da tarde, inverteu a trajetória e, sem mais novidades no front, os fundamentos – que são de políticas fiscal e monetária de estímulos à economia – acabaram prevalecendo, ressalta de Callis, observando que Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil estava em 225 pontos, ou seja, não havia nesta tarde sinal de estresse em nenhum outro mercado.

Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, argumenta que os investidores estão vendo alguma divergência entre o ministro Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a questão fiscal. “Enquanto Guedes bate na continuidade do ajuste e quer que o Orçamento de Guerra se estenda até ano que vem”, diz, lembrando que estamos a pouco mais de um mês para o início das discussões da peça orçamentária de 2021.

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Ontem à noite, Guedes disse que, durante a pandemia da covid-19, o governo “não perdeu o rumo com perspectiva de ataque às principais despesas”. E ressaltou que o descontrole de gastos continua sendo inimigo no pós-pandemia. No entanto, adiantou que o déficit nominal deve chegar a 16% do PIB neste ano.

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