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Merkel defende democracia em aniversário da queda do Muro

BERLIM, 9 NOV (ANSA) – Em uma celebração do aniversário de 30 anos da queda do Muro de Berlim, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pediu que a Europa defenda a democracia e a liberdade. “Os valores sobre os quais a Europa se baseia – liberdade, democracia, igualdade, Estado de direito, direitos humanos – precisam ser revitalizados e defendidos repetidamente”, afirmou na capela da Reconciliação. Segundo a chanceler alemã, o “Muro de Berlim pertence à história e nos ensina que nenhum muro que deixa as pessoas de fora e restringe a liberdade é tão alto ou tão comprido que não se possa ultrapassar”. Durante o evento, Merkel depositou uma rosa no lugar onde o muro foi levantado, junto com os presidentes da Alemanha, Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia.   

“Junto com nossos amigos, rememoramos com grande gratidão os eventos de 30 anos atrás”, ressaltou o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, em uma mensagem de agradecimento aos países vizinhos do Leste Europeu, responsáveis por iniciarem os atos pacíficos que resultaram a desintegração do bloco soviético. “Sem a coragem e o desejo de liberdade de poloneses, húngaros, tchecos e eslovacos, a revolução pacífica na Europa Oriental e a reunificação alemã não teriam sido possíveis”, acrescentou. A queda do Muro de Berlim, um dos principais símbolos da Guerra Fria, ocorreu no dia 9 de novembro de 1989. Construído em 1961 pelo regime da República Democrática Alemã (RDA), o muro dividia Berlim Ocidental de Berlim Oriental, rachadas pelo comunismo e pelo capitalismo.   

Em celebração ao aniversário de 30 anos, o governo alemão programou diversos eventos, entre eles uma festa diante do Portão de Brandemburgo, que contará com a apresentação da Orquestra Estatal de Berlim, conduzida pelo maestro Daniel Barenboim. Itália – Em mensagem pela data, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, afirmou que a “Europa sem muros e ódio é uma grande oportunidade”.   

“O Muro de Berlim tem sido o símbolo opressivo da divisão da Europa e de constrangimento para milhões de cidadãos há quase trinta anos”, escreveu.   

Segundo o líder Mattarella, “um grande vento de esperança” derrubou o muro em 9 de novembro de 1989, “tornando este dia um alvorecer de liberdade e o início de um novo caminho histórico para a Alemanha, para todo o continente, para o mundo inteiro”.   

O presidente italiano ainda lembrou o papel que a Europa pode desempenhar na cooperação entre os povos. “Em tempos de mudanças tão profundas, a Europa, livre de barreiras e totalitarismos, pode dar ao mundo uma contribuição multipolar tão preciosa quanto em termos de civilização, cooperação, respeito pela pessoa e pela comunidade”.   

Por fim, o político reforçou que o território europeu precisa de um novo impulso para garantir “desenvolvimento sustentável, para dar futuro às próximas gerações”. “A Europa sem muros de divisão e ódio é uma grande oportunidade para permitir que seus cidadãos sejam donos de seu próprio destino e compará-lo, em um diálogo de paz, com as aspirações dos povos e culturas de outros continentes “.(ANSA)