Menino de 11 anos comete suicídio em Nápoles e choca Itália

NAPOLES, 1 OUT (ANSA) – Um menino de 11 anos de idade cometeu suicídio em Nápoles, após se jogar da varanda de seu apartamento, no 11º andar, em Chiaia, um bairro da Riviera, revelou a imprensa italiana nesta quarta-feira (30).   

A tragédia ocorreu entre a noite de terça (29) e a madrugada de quarta (30) e provocou comoção em toda a Itália. Os próprios pais perceberam que o garoto, cuja identidade não foi revelada, havia se jogado da janela quando foram procurá-lo na cama.   

A polícia local e o Ministério Público investigam o caso e suspeitam da hipótese de crime de instigação ao suicídio. Segundo as autoridades, o menino teria deixado um bilhete no qual pede desculpas para sua mãe e revela um estado de medo vivido nas últimas horas de vida.   

Os investigadores não excluem a possibilidade dele ter sido vítima do chamado “desafio do terror”, uma espécie do jogo virtual “Baleia Azul”, que propõe ao jogador desafios macabros que vão desde a automutilação até o suicídio.   

Em nota divulgada pelos advogados Maurizio Sica e Lucilla Longone, a família da vítima, que está muito abalada pelo ocorrido, pediu “um silêncio respeitoso” para todos os meios de comunicação, apesar de entender o difícil trabalho dos veículos.   

O caso também chocou algumas personalidades, entre elas o atacante do Napoli Lorenzo Insigne. O jogador expressou sua dor e proximidade à família da criança. “Expresso as minhas mais profundas condolências à família napolitana pela perda do seu filho amado”, escreveu no Twitter.   

Além disso, psicólogos alertaram que o suicídio da criança traz à tona novas formas de violência e abusos contra crianças e adolescentes, explorados de forma perversa pelas novas tecnologias.   

“Ninguém quer criminalizar a web ou as redes sociais, que também oferecem grandes oportunidades, mas é claro que se prestam a ser um terreno fértil para violações graves, das quais os menores muitas vezes ficam indefesos”, explicou em nota David Lazzari, presidente do Conselho Nacional da Ordem dos Psicólogos. (ANSA)