Melhor que a encomenda: presidente do São Paulo diz que Diego Aguirre “excedeu a expectativa”


Diego Aguirre na habitual corrida de 30 minutos

Sabe quando você contrata um profissional e ele sai melhor do que a encomenda? É o que aconteceu com o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva. Falando à Coluna do Boleiro no final da tarde desta quarta-feira, o dirigente avaliou assim a performance de Diego Aguirre: “Ele excedeu a expectativa. É um profissional que tem uma relação limpa e clara com a gente”. O fato do treinador ter levado o time à liderança do Campeonato Brasileiro ajudou muito a melhorar a avaliação, mas o relacionamento com os dirigentes do futebol reforçou a opinião de que acertaram na escolha do substituto de Dorival Junior.

Um exemplo: na última entrevista coletiva no centro de treinamento do São Paulo, Aguirre foi perguntado sobre a saída do lateral Éder Militão – vendido para o Porto – e o uruguaio respondeu que Militão era passado e que a diretoria já tinha se antecipado e contratado Bruno Peres para suprir a ausência dele. “Não foi surpresa para mim. Nenhuma mudança ocorrida nesta janela da Copa do Mundo foi feita sem que eu soubesse. Isso mostra também que há um planejamento”, disse Aguirre à Coluna do Boleiro.

O treinador confirma que tem uma boa relação com Leco (apelido do presidente). “Eu acho que se o treinador e o presidente não têm uma boa relação, a coisa não anda. Claro que estou falando também do Raí (executivo de futebol). Mas o máximo representante do clube é o presidente”, explicou Aguirre. Quando foi contratado, o São Paulo vivia uma fase de altos de baixos. O time estava na semifinal do Campeonato Paulista e tinha passado para a quarta fase da Copa do Brasil. Os dois reforços mais velhos, Diego Souza e Nenê eram questionados. Valdívia e Marcos Guilherme estavam em alta. Hoje, os dois últimos já estão jogando fora do Brasil. D. Souza e Nenê viraram protagonistas de um grupo que parece trabalhar unido.


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Carlos Augusto de Barros e Silva, presidente do São Paulo

Assim que assumiu o cargo, o treinador decidiu “fechar a casinha”. Evitar derrotas e sofrer gols passou a ser o primeiro passo. “Tinha que começar por algum ângulo. E fazer isso de trás para a frente é melhor”, explicou Aguirre. O São Paulo lidera o Brasileiro com 35 pontos em 17 jogos. O ataque marcou 27 gols e a defesa sofreu 15 tentos. “É preciso estabelecer um rumo, um norte”, falou. Para o técnico, um time protegido contra o ataque adversário pode buscar vitórias. Com elas, vem a confiança. E está estabelecido um círculo virtuoso.

Os jogadores comentam que Diego Aguirre trabalha muito a força mental do grupo. Isso exige união e disposição pra o trabalho. Em alguns detalhes, o técnico dá exemplo. Quase todos os dias, depois dos treinamentos, ele corre 30 minutos ao redor dos campos do CT da Barra Funda. O hábito é antigo. “Ali, ponho a ira para fora e penso bastante”, disse.

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