Giulia Costa, 25 anos, usou as redes sociais nesta semana para relatar um período delicado de sua saúde mental vivido há cerca de três anos, durante uma viagem internacional com a família. Filha de Flávia Alessandra, 51, a atriz contou que enfrentou crises intensas de ansiedade que desencadearam episódios de dermatilomania, condição caracterizada por comportamentos repetitivos de agressão à própria pele. O relato foi publicado em seu perfil no Instagram e repercutiu após ela mostrar imagens das marcas que ainda carrega nas mãos.
Ao relembrar o episódio, Giulia explicou que, apesar de estar em um contexto externo positivo, emocionalmente não estava bem. Segundo a atriz, a ansiedade se manifestou de forma intensa e difícil de controlar, levando a ferimentos profundos nas mãos durante as crises. “A ansiedade atacou como poucas vezes e eu machuquei toda a minha mão”, contou, ao refletir sobre como transtornos emocionais nem sempre são visíveis para quem observa de fora.
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De acordo com *Dra. Denise Ozores, dermatologista da clínica Alpha View Star, em São Paulo, a dermatilomania é uma condição mais comum do que se imagina e costuma estar associada a quadros de ansiedade, estresse e transtornos compulsivos. A médica explica que o comportamento não tem relação com estética ou vaidade, mas com um impulso difícil de controlar, que funciona como uma tentativa inconsciente de aliviar a tensão emocional. “A pele acaba se tornando uma válvula de escape. Não é uma escolha racional, é um comportamento compulsivo ligado ao sofrimento psíquico”, explica.
Segundo a especialista, muitas pessoas convivem com o problema por anos sem diagnóstico. A médica ressalta que o transtorno frequentemente passa despercebido porque quem sofre tende a minimizar os sintomas ou sentir vergonha de procurar ajuda. “Muita gente acha que é apenas um hábito, mas quando isso causa lesões recorrentes e sofrimento emocional, é um sinal de alerta. Existe tratamento, e ele precisa envolver tanto o cuidado com a pele quanto a saúde mental”, afirma. Para ela, relatos públicos como o de Giulia ajudam a ampliar a compreensão sobre a condição e reduzir o estigma. “Falar sobre isso reduz o estigma e mostra que não se trata de falta de controle ou fraqueza, mas de uma condição que merece atenção médica e psicológica”, conclui.

Giulia Costa. Reprodução/Instagram.

Giulia Costa. Reprodução/Instagram.