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‘Me senti impotente’, diz enfermeira que viu avó morrer de Covid-19 durante plantão

Crédito: Arquivo pessoal

Giovanna Marques tem 23 anos e trabalha como enfermeira da UTI em dois hospitais de São Paulo, e está na linha de frente do combate à Covid-19. Em entrevista ao VivaBem, ela contou como foi ver sua avó morrer da doença no hospital em que ela estava fazendo plantão.

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“A situação agora está muito pior com essa nova onda. Estamos vendo o dobro de mortos e infectados por dia. Além disso, os pacientes são mais jovens e, muitas vezes, sem comorbidades — contrariando o que muita gente pensa que só tem complicações quem tem outras doenças associadas”, começou Giovanna. “É muito difícil porque, em um plantão, estamos conversando com o paciente e, no outro, ele já está intubado lutando pela vida. Às vezes, perco as esperanças, mas ela reacende a cada vez que vejo um paciente sair do tubo e receber alta da UTI (Unidade de terapia intensiva)”, continua, ressaltando a importância da equipe médica nesses momentos.

A enfermeira conta que foi muito difícil ver a avó sofrendo com a Covid-19. “Uma das histórias que mais me marcou, desde o começo da pandemia, foi quando a minha avó, Maria, pegou a doença e faleceu no hospital onde eu trabalhava, em maio do ano passado. No dia, levamos minha vó ao pronto-socorro com a saturação a 81. Ela foi internada na mesma hora e, à noite, já intubada. Foram 14 dias assim, mas ela não aguentou.” “Foi muito difícil fazer todos os plantões sabendo do estado dela. Tratamos todo mundo, mas me senti muito impotente sem poder cuidar da minha avó”, completou.


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Giovanna finaliza deixando uma reflexão para quem não acredita na gravidade da situação, e prefere aglomerar e continuar vivendo normalmente mesmo diante do colapso que o país vive. “É exaustivo ver a população se negando a cumprir as medidas de isolamento. Você dá tudo de si e, muitas vezes, até sua própria saúde pela do outro, que é um risco por necessidade. Aí você vê as pessoas se arriscando por luxos desnecessários. Entendo, com certeza, que a economia e o trabalho são coisas importantes, mas eles não vão servir de nada se você estiver num leito intubado.”

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