Mayra Aguiar continua fazendo história para o judô brasileiro ao conquistar o Grand Slam de Tóquio. O ouro inédito veio com vitória sobre a atual campeã mundial, a israelense Inbar Lani, na madrugada deste domingo. Com a conquista, o Brasil encerrou sua participação com a melhor campanha da história e em quarto lugar no quadro de medalhas.

O Brasil ficou atrás apenas de Japão, Rússia e Belarus, que jogaram sob a bandeira neutra, e Coreia do Sul. No sábado, Jéssica Lima já havia feito história, na categoria até 57kg, ao conquistar a medalha de prata. Mayra Aguiar, no entanto, foi ainda melhor e se coloca como uma das favoritas em Paris-2024.

Mayra Aguiar começou derrotando a russa Antonina Shmeleva nas punições. Na sequência, a brasileira passou pelas japonesas Mizuki Sugimura e Mami Umeki, a última com uma vitória arrasadora com apenas sete segundos de luta.

Na decisão, a brasileira tomou a iniciativa do combate e foi logo marcando um waza-ari. Em vantagem, passou a administrar o resultado. Não deixou a israelense entrar na sua guarda e deu uma chave de braço no final para matar tempo e conquistar a tão sonhada medalha de ouro.

Ainda na madrugada deste domingo, Larissa Pimenta ficou muito próxima de conquistar a medalha de bronze, mas acabou sendo derrotada pela israelense Gefen Primo, número 7 do mundo, por punições. Com isso, terminou em quinto lugar da categoria até 52kg.

Destaque também para Willian Lima, na categoria até 66kg. O brasileiro chegou até as quartas de final, mas acabou sendo derrotado pelo mongol Baskhuu Yondonperenlei, número 2 do mundo, no golden score. Na repescagem, caiu para Hekim Agamammedov, do Turcomenistão.

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Leonardo Gonçalves (100kg), Rafael Buzacarini (100kg), Rafael Silva (+100kg), Ketleyn Quadros (63kg) e Jéssica Pereira (52kg) estrearam com vitórias, mas não chegaram às quartas de final. Michel Augusto (60kg) caiu na primeira para o vice-campeão olímpico, Yeldos Smetov, do Cazaquistão.

O Grand Slam de Tóquio foi a última etapa do Circuito Mundial IJF em 2023 e distribuiu até mil pontos (ouro) no ranking de classificação olímpica para Paris 2024. A seleção brasileira seguirá por mais algumas semanas treinando no Japão até a pausa de fim de ano. O circuito retorna no ano que vem, em janeiro, no Grand Prix de Portugal.


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