O governo de Mato Grosso instituiu uma comissão de servidores para realizar análise técnica e sensorial, incluindo degustação, de amostras de café tipo superior servido no Palácio Paiaguás, sede do Executivo estadual.
A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 120/2025, assinada em 4 de novembro do ano passado pelo secretário adjunto de Administração Sistêmica da Casa Civil, Anildo Cesário Correa.
O caso foi noticiado pelo portal Eh Fonte e confirmado pelo Estadão. Procurada, a Secretaria de Comunicação de Mato Grosso (Secom-MT) não respondeu até a publicação desta reportagem.
A comissão ficou responsável por avaliar a amostra apresentada pelo licitante provisoriamente classificado e atribuir pontuação ao produto com base em critérios técnicos e sensoriais, como sabor, aroma, textura e ausência de off-flavors (aromas e sabores indesejáveis em bebidas), além de inspeção física e olfativa da embalagem, peso, tipo de torra e inexistência de impurezas.
A avaliação seguiu o critério de “melhor técnica ou desempenho” e previa pontuação máxima de 100 pontos, distribuídos entre aparência e uniformidade, aroma, sabor, textura e conformidade com o edital e o termo de referência.
Para aprovação, a amostra precisava alcançar pontuação mínima de 70 pontos e atender simultaneamente a todas as especificações técnicas exigidas. A reprovação implicava desclassificação do licitante.
A comissão foi composta por três servidoras da Casa Civil. Uma delas é servidora efetiva, enquanto as outras duas ocupam cargos comissionados, segundo dados do Portal da Transparência do governo de Mato Grosso. As três atuaram como avaliadoras e provadoras. Cada integrante preencheu ficha individual de avaliação, e a nota final resultou da média aritmética das pontuações atribuídas.
A exigência de apresentação e avaliação das amostras ocorreu após o primeiro pregão ter fracassado. As empresas que participaram foram desclassificadas por apresentarem produtos divergentes das especificações do edital e preços acima do estimado.
Nove dias após a publicação da portaria, a Casa Civil formalizou a contratação da empresa vencedora. Conforme extrato publicado no Diário Oficial, a Mathic Distribuidora de Materiais de Limpeza, Higiene e Escritório Ltda. foi contratada para fornecer café em pó tipo superior à Casa Civil.
O contrato foi firmado por 24 meses, com valor total de R$ 239.040,00, e prevê fornecimento sob demanda, conforme as quantidades e especificações estabelecidas no Termo de Referência nº 027/2025/CASACIVIL, com recursos do orçamento estadual.