A Agência Nacional de Petróleo (ANP) e outras autoridades teriam recebido anonimamente um denso material, contendo filmagem e detalhamento de operações que causaram grande espanto.
Caminhões carregados com nafta, e que em tese seriam de uma pequena refinaria paulista, estariam saindo da zona portuária e seguindo diretamente para uma distribuidora de combustível localizada na região de Guararapes (SP) e em Nova Esperança , no Estado do Paraná.
Segundo o conteúdo do material, esse produto estaria sendo misturado com gasolina A comprada pela distribuidora de refinarias da Petrobras e sendo vendido no mercado como Gasolina, nos Estados de São Paulo e do Paraná.
Ainda segundo a fonte da Coluna, mais de 150 mil litros diários desse produto estariam sendo misturados nessa distribuidora. Mas o problema não para por aí, o mesmo grupo que é objeto dessa investigação firmou um mega contrato com a gigante GREENERGY, a qual estaria disponibilizando sua tancagem nos terminais STOLT e VOPAK, ambas localizadas no Porto de Santos, para as operações dos Grupo que é investigado.
O medo das autoridades é que a operação fraudulenta identificada no material sigiloso tome dimensões gigantescas no Estado de São Paulo.
Nelson Aparecido Ostanello notificou a Coluna em nome da empresa GREENERGY BRASIL TRADING S.A. A mesma teria como objetivo a retificação pela Coluna sobre a nota publicada na data de ontem com a chamada “Material sigiloso gera grande investigação na distribuição de combustíveis ”.
Neste sentido a Coluna destaca que segundo o Sr.Nelson Aparecido Ostanello, o fato narrado na nota publicada “seria absolutamente inverídica e que careciam de evidência que confiram crédito”. Destacou ainda que a Coluna haveria sugerido que a notificante estaria “prestando alguma sorte de auxílio material à consecução do pretenso esquema delitivo.”
Porém a nota se limitou a informar que as empresas supostamente investigadas firmaram contrato de cessão de espaço com a notificante, e o referido fato não configura qualquer delito penal e nem mesmo afeta a reputação da notificante. Em paralelo a isso é importante que se destaque que a notificante não confirmou ou negou que tenha firmado qualquer tipo de contrato que ceda sua tancagem nos terminais VOLPAK e STOLT ao grupo supostamente investigado ou a qualquer outra empresa.
Nesses termos, a Coluna considera devidamente cumprida a notificação realizada, como em especial mantém a seriedade, imparcialidade e lealdade que norteiam suas publicações.
Em nota à Coluna, a Stolthaven Santos informou que não tem contrato de estocagem de nafta com a Greenergy – embora a reportagem não tenha citado isso – mas não deixou claro se a Greenergy pode fazer uma sublocação destes tanques a um terceiro.
A Coluna reforça que autoridades do setor de fiscalização, que por questões de segurança e sigilo de fonte não podem ser citadas, estão de posse de informações e investigam a situação.