Material sigiloso gera grande investigação na distribuição de combustíveis

Coluna: Coluna do Mazzini

Leandro Mazzini é jornalista graduado na FACHA, no Rio, e pós-graduado em Ciências Políticas pela UnB. Iniciou carreira em 1996 em MG. Foi colunista do Informe JB, da Gazeta Mercantil, dos portais iG e UOL. Apresentou programas na REDEVIDA de Televisão e foi comentarista da Rede Mais/Record Minas. De Brasília, assina a Coluna Esplanada em jornais de capitais e é colunista do portal da Isto É.

Material sigiloso gera grande investigação na distribuição de combustíveis

Material sigiloso gera grande investigação na distribuição de combustíveis

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) e outras autoridades teriam recebido anonimamente um denso material, contendo filmagem e detalhamento de operações que causaram grande espanto.

Caminhões carregados com nafta, e que em tese seriam de uma pequena refinaria paulista, estariam saindo da zona portuária e seguindo diretamente para uma distribuidora de combustível localizada na região de Guararapes (SP) e em Nova Esperança , no Estado do Paraná.

Segundo o conteúdo do material, esse produto estaria sendo misturado com gasolina A comprada pela distribuidora de refinarias da Petrobras e sendo vendido no mercado como Gasolina, nos Estados de São Paulo e do Paraná.

Ainda segundo a fonte da Coluna, mais de 150 mil litros diários desse produto estariam sendo misturados nessa distribuidora. Mas o problema não para por aí, o mesmo grupo que é objeto dessa investigação firmou um mega contrato com a gigante GREENERGY, a qual estaria disponibilizando sua tancagem nos terminais STOLT e VOPAK, ambas localizadas no Porto de Santos, para as operações dos Grupo que é investigado.

O medo das autoridades é que a operação fraudulenta identificada no material sigiloso tome dimensões gigantescas no Estado de São Paulo.

Nelson Aparecido Ostanello notificou a Coluna em nome da empresa GREENERGY BRASIL TRADING S.A. A mesma teria como objetivo a retificação pela Coluna sobre a nota publicada na data de ontem com a chamada “Material sigiloso gera grande investigação na distribuição de combustíveis ”.

Neste sentido a Coluna destaca que segundo o Sr.Nelson Aparecido Ostanello, o fato narrado na nota publicada “seria absolutamente inverídica e que careciam de evidência que confiram crédito”. Destacou ainda que a Coluna haveria sugerido que a notificante estaria “prestando alguma sorte de auxílio material à consecução do pretenso esquema delitivo.”

Porém a nota se limitou a informar que as empresas supostamente investigadas firmaram contrato de cessão de espaço com a notificante, e o referido fato não configura qualquer delito penal e nem mesmo afeta a reputação da notificante. Em paralelo a isso é importante que se destaque que a notificante não confirmou ou negou que tenha firmado qualquer tipo de contrato que ceda sua tancagem nos terminais VOLPAK e STOLT ao grupo supostamente investigado ou a qualquer outra empresa.

Nesses termos, a Coluna considera devidamente cumprida a notificação realizada, como em especial mantém a seriedade, imparcialidade e lealdade que norteiam suas publicações.

Em nota à Coluna, a Stolthaven Santos informou que não tem contrato de estocagem de nafta com a Greenergy – embora a reportagem não tenha citado isso – mas não deixou claro se a Greenergy pode fazer uma sublocação destes tanques a um terceiro.

A Coluna reforça que autoridades do setor de fiscalização, que por questões de segurança e sigilo de fonte não podem ser citadas, estão de posse de informações e investigam a situação.