ROMA – A Itália relembra nesta segunda-feira (12) o 82º aniversário de um dos mais brutais e sangrentos massacres nazistas ocorridos no país durante a Segunda Guerra Mundial, em Sant”Anna di Stazzema, na região da Toscana.
Em 12 de agosto de 1944, soldados alemães e colaboracionistas das forças fascistas italianas executaram aproximadamente 560 pessoas, incluindo 130 crianças. O vilarejo havia sido designado pelos nazistas como área segura para deslocados pelo conflito, o que intensificou a tragédia.
- O massacre nazista de Sant”Anna di Stazzema completa 82 anos, com a Itália prestando homenagens às vítimas.
- Em 1944, cerca de 560 pessoas, incluindo 130 crianças, foram brutalmente assassinadas por tropas alemãs e fascistas.
- Líderes italianos, como o presidente Mattarella e o vice-premiê Tajani, reforçam a importância da memória para a construção da paz e contra a violência.
De acordo com um processo conduzido pela Justiça Militar da Itália no pós-guerra, o objetivo principal do massacre era aniquilar qualquer forma de resistência da população e cortar possíveis conexões entre civis e grupos partisans ativos na região.
Por que a memória é tão importante?
Em sua mensagem pelo aniversário da chacina, o presidente italiano, Sergio Mattarella, declarou que a lembrança “não é apenas um ato de responsabilidade, mas também de libertação”. O chefe de Estado enfatizou que a vitória sobre o nazifascismo abriu caminho para o renascimento do país. Mattarella sublinhou a necessidade de cada geração compreender sua tarefa de fortalecer e defender as conquistas civis, alertando que estas não estão garantidas de forma permanente.
Ele também ressaltou que “as guerras voltaram a lançar sombras sobre os nossos dias” e que “as ambições de dominação estão ressurgindo sob formas inéditas”. O presidente destacou que “testemunhos e consciências capazes de transmitir experiências e valores são mais preciosos do que nunca”, pois são eles que “rejeitam a violência, o ódio e o desrespeito ao pluralismo e à identidade individual”.
Lições do passado para o futuro
Paralelamente, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, visitou Sant”Anna di Stazzema, descrevendo o massacre como uma “advertência para o futuro”. Tajani afirmou que o sacrifício dessas pessoas, “incluindo bebês recém-nascidos”, não pode ser em vão e deve servir para a construção da paz.
O chanceler fez um alerta sobre a fragilidade da paz: “A Europa nos presenteou com 80 anos de paz, mas nada é dado como certo, porque o germe da violência, das ditaduras e das guerras está sempre à espreita.”
A Itália tem um histórico de homenagens a vítimas de grandes tragédias, um compromisso que se reflete em diversas iniciativas de memória, como a recente homenagem na tragédia de Marcinelle, que também marcou a história do país.
Da IstoÉ com ANSA