As novelas verticais vêm ganhando cada vez mais espaço no audiovisual brasileiro, principalmente por adaptar o melodrama tradicional ao consumo rápido das telas de celular. Pensadas para o ritmo das redes sociais, essas produções têm conquistado especialmente o público jovem e ampliado o alcance de narrativas seriadas fora da televisão aberta. É nesse contexto que Marjorie Gerardi assume o protagonismo de Magia e Paixão, novela vertical de destaque do Kwai.
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A atriz lidera o elenco da produção escrita por Carlos Henrique Marques e dirigida por Thiago Coquelet. A trama é uma adaptação da novela chinesa Herdeira Vidente: Respeite a Vovó e mistura romance, elementos sobrenaturais e emoção, marcas clássicas do folhetim.
Para Marjorie, o crescimento do formato não acontece por acaso. “As novelas verticais nascem de uma mudança muito clara na forma como as pessoas consomem narrativa. Elas são pensadas para o celular, para a verticalidade da tela, para o ritmo do scroll, mas isso não significa superficialidade”, afirma. Segundo a atriz, o desafio criativo é ainda maior. “Cada cena precisa ser essencial.”

Marjorie Gerardi – Foto: Divulgação
Na história, Marjorie interpreta Jéssica, uma mulher enigmática, charmosa e vidente, que se envolve com Brenno Galvão, personagem que vive como cadeirante até ser curado por ela por meio de seus poderes paranormais. O romance entre os protagonistas conduz a narrativa e amplia o debate sobre afeto, cuidado e responsabilidade emocional.
A atriz acredita que a forte adesão do público brasileiro às novelas verticais está ligada à tradição narrativa do País.
“O Brasil sempre foi um país profundamente narrativo. A gente ama histórias, ama acompanhar personagens, ama o melodrama, o afeto, o conflito. O que muda agora é o tempo. O público quer se emocionar dentro do ritmo da vida contemporânea. A novela vertical entende o tempo que a gente vive”, diz.
Além do formato, Marjorie destaca o desafio artístico do papel. Para ela, Jéssica é uma personagem que transita entre o racional e o invisível: “Mais do que os poderes paranormais, me interessa o que ela carrega simbolicamente: uma mulher que enxerga além e que precisa lidar com o amor e com as consequências das próprias escolhas.”
Segundo a atriz, trabalhar em um formato tão atual não diminui o valor da atuação. “É estimulante perceber que a atuação continua sendo o centro de tudo, mesmo quando o formato muda. O desafio permanece o mesmo: criar verdade, criar vínculo, criar emoção”, afirma.
Por fim, para a artista, explorar novas linguagens e dialogar com diferentes públicos é parte essencial da carreira. “Seguir explorando novas formas de contar boas histórias é um sinal de vitalidade. Para uma atriz, isso é essencial.”