Marinho: tarifaço impactou no resultado do Caged de 2025, mas impacto dos juros foi maior

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros impactou menos no resultado do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2025 do que os juros. “O tarifaço impactou, claro que ele impactou, mas eu acho que o impacto do juro foi maior que o tarifaço. E o impacto do tarifaço foi amenizado pela política do governo ao longo do tempo, desde antes que se pensasse em tarifaço”, afirmou Marinho. “O fato de termos aberto vários mercados deu uma amenizada muito grande na história do tarifaço e o tarifaço impactou segmentos pontuais”, sustentou. “Não estamos negando que o tarifaço afetou alguns segmentos. Isso aconteceu. Mas, do ponto de vista global, acho que o efeito dos juros é mais danoso.”

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, chamou atenção para o fato de a indústria ter crescido menos que a média do emprego (1,6%, ante 2,71% no salgo geral). “O setor industrial é um dos mais afetados, principalmente pelas dificuldades de conseguir liquidez financeira”, disse a subsecretária.

Ela citou setores específicos que foram mais afetados, como o de madeira, que tinha o mercado norte-americano como foco. “A gente acha que o impacto maior é a falta de recursos para rolar capital de giro, e aí ter uma taxa básica de 15,0% afeta, né? Não é algo simples”, completou Montagner.