LONDRES, 14 ABR (ANSA) – O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, formalizou nesta quinta-feira (14) sua decisão de confiar à Marinha Real a patrulha do Canal da Mancha para conter o aumento de desembarques de imigrantes ilegais.
O anúncio foi feito durante um discurso proferido na costa inglesa de Kent, onde o premiê britânico ilustrou o plano definido por seu governo para restringir a imigração ilegal.
“A partir de hoje, a Royal Navy assumirá o comando operacional no Canal da Mancha para garantir que nenhuma embarcação chegue ao Reino Unido sem ser detectada”, anunciou Johnson.
A nova medida prevê, entre outras coisas, a controversa realocação de alguns requerentes de asilo para Ruanda para aguardar a verificação do processo de sua possível admissão no Reino Unido.
De acordo com Johnson, o governo britânico passará a poder processar os migrantes que chegam “ilegalmente” ao país, enquanto os contrabandistas que usam pequenos barcos ou jangadas através do Canal serão presos pelo resto da vida.
“Ao mesmo tempo, estamos expandindo nossas instalações de detenção para imigrantes”, acrescentou ele, a fim de acelerar o processo de deportação para aqueles que não têm direito a permanecer no país.
No que diz respeito à opção que prevê a controversa transferência das pessoas para Ruanda, Johnson explicou que “com o tempo funcionará como um grande impedimento” para aqueles que pretendem tentar a travessia do Canal.
No entanto, o britânico prometeu que aqueles que “fugirem de [Bashar al-] Assad ou [Vladimir] Putin” serão bem-vindos, o importante é que o processo ocorra de forma legal e oficial, não através de traficantes de seres humanos”. (ANSA)