Por Walmor Parente, subeditor da Coluna

Oito anos após a tragédia causada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), os processos na Justiça se arrastam. Dois crimes já até prescreveram pela demora na tramitação: destruição de plantas de logradouros públicos e propriedades privadas e destruição de florestas ou vegetação protetora de mangues.

A denúncia, de 2016, acusou 21 pessoas físicas por crime de homicídio qualificado com dolo eventual pela morte de 19 pessoas que foram soterradas e carregadas pela lama que desceu da barragem da Samarco – empresa controlada pelas mineradoras Vale e BHP Billiton.

O então presidente da mineradora, Ricardo Vescovi de Aragão, prestará depoimento à Justiça Federal amanhã. Se um dia a denúncia do Ministério Público Federal for recebida, os acusados podem ir a júri popular e serem condenados a até 54 anos de prisão, entre outras penalidades.


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