MADRI, 3 JAN (ANSA) – A líder opositora venezuelana María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, celebrou a captura de Nicolás Maduro e defendeu que Edmundo González Urrutia, candidato da oposição nas últimas eleições, assuma imediatamente a presidência da Venezuela.
Por meio de uma publicação nas redes sociais, Machado se pronunciou pela primeira vez após Maduro e sua esposa, Cilia Flores, terem sido capturados por forças militares dos Estados Unidos em uma operação contra alvos estratégicos na Venezuela.
“Hoje estamos prontos para fazer valer nosso mandato e assumir o poder. Venezuelanos, chegou a hora da liberdade! É hora de tornar a transição democrática uma realidade”, escreveu Machado.
Ainda segundo a opositora, “o que tinha que acontecer está acontecendo” em Caracas. Ela afirmou que irá “restaurar a ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos para casa”.
“Esta é a hora dos cidadãos que elegeram Edmundo González Urrutia como legítimo presidente da Venezuela, que deve assumir de forma imediata seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante-chefe das Forças Armadas por todos os oficiais e soldados que as integram”, declarou.
Machado concluiu a mensagem pedindo que os venezuelanos dentro e fora do país permaneçam “vigilantes, ativos e organizados até que a transição democrática aconteça”. Ela também afirmou que Maduro será responsabilizado por seus “crimes hediondos” e disse que os EUA “cumpriram sua promessa de fazer cumprir a lei”.
Em suas redes sociais, González Urrutia, que está exilado na Espanha, afirmou estar pronto para a “grande operação de reconstrução” da Venezuela.
Apesar das declarações de Machado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom cauteloso ao avaliar o papel da opositora, afirmando que ela não teria apoio nem respeito suficientes para liderar o país sul-americano.
“Seria difícil [para Machado liderar]. Ela não tem o apoio nem o respeito dentro do país”, comentou o republicano. (ANSA).