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Marcelo D2: A história do Brasil é uma pornochanchada

Crédito: IstoÉ

O compositor, músico e vocalista Marcelo Maldonado Gomes Peixoto, conhecido como Marcelo D2, foi o convidado da live de ISTOÉ, nesta sexta-feira (18). O carioca falou sobre o rap, a vida em quarentena e como foi fazer o novo disco “Assim tocam os meus tambores”, via livestreaming.

Ativista, D2 tratou também de temas como a descriminalização da maconha, da violência, racismo, além de fazer uma análise sobre o presidente da República.

“O Brasil todo foi capturado pelo ódio. Bolsonaro é um dos fenômenos mais inacreditáveis que já aconteceu no país”, disse.

O artista acredita que o isolamento social foi muito assustador e mexeu muito com ele. O rapper admitiu que chegou a ficar em pânico sobre as incertezas sobre o futuro.

“Estava ficando doente. A gente foi empurrado para um futuro inevitável.”


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Parceiro do saudoso Bezerra da Silva, D2 também lembrou do lado positivo da crise sanitária, como as pessoas começarem a se conhecer melhor, resgatar histórias e redescobrir valores nas pequenas coisas como lavar um banheiro.

“Me tornei uma pessoa mais simples. Quem não aprendeu nada este ano, perdeu uma grande oportunidade. Tenho que ser melhor do que posso”, avalia.

Aos 53 anos, Marcelo D2 ganhou fama nacional em 1995 no disco de estreia da banda “Planet Hemp”, intitulado “Usuário”. “Conhecer o hip-hop foi muito libertador, revolucionário”.

Dois anos depois do surgimento do grupo, os integrantes da banda chegaram a ser presos sob a acusação de fazerem apologia às drogas. O rapper disse que mudou desde aquela época e que usa maconha de forma diferente atualmente.

“Passei da fase do maconheiro chapadão. Hoje uso a maconha de forma até terapêutica e medicinal”, relatou.

Com sucessos como “A procura da batida perfeita”, D2 detalhou como foi o processo de lançamento para o seu novo álbum “Assim tocam os meus tambores”, o nono da carreira do músico.

“Fazer esse disco mexeu comigo. Me orgulho muito de ter feito um disco em família”, ressalta.

O disco foi produzido e dirigido por D2, tem a produção executiva assinada pela companheira, Luiza Machado, e foi realizado pela produtora do casal, chamada “Pupila Dilatada”. O álbum também ganhará uma versão em vinil pela Noize Record Club.

Quando o assunto é o cenário político do País, D2 faz duras críticas ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro. Para ele, a história do Brasil é uma pornochanchada e que o brasileiro é muito fácil de ser manipulado. “O Brasil caiu nessa armadilha e deu um passo gigantesco para trás. Um buraco que parece não ter fundo.”

“Nascer no Brasil é uma missão que nos foi dada. Um carma”, diverte-se.

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