Coluna: Coluna do Mazzini

Leandro Mazzini é jornalista graduado na FACHA, no Rio, e pós-graduado em Ciências Políticas pela UnB. Iniciou carreira em 1996 em MG. Foi colunista do Informe JB, da Gazeta Mercantil, dos portais iG e UOL. Apresentou programas na REDEVIDA de Televisão e foi comentarista da Rede Mais/Record Minas. De Brasília, assina a Coluna Esplanada em jornais de capitais e é colunista do portal da Isto É.

Marca de vape patrocina Gusttavo Lima e provoca Anvisa

Gusttavo Lima
Gusttavo Lima Foto: Reprodução/Instagram

A Ignite, marca líder no mercado ilegal de cigarros eletrônicos no Brasil, ganha cada vez mais palco e visibilidade ao adentrar com seus produtos no País. O ponto alto do momento é a vodka de mesmo nome do dispositivo eletrônico proveniente do contrabando, que está entrando no Brasil e patrocinou o show de Gusttavo Lima no sábado, na fazenda do cantor em Goiânia.

A tática usada abertamente é a de persuasão e sedução do seu público por meio de marketing indireto, com uma ação impulsionada por influencers e celebridades, ferindo deliberadamente uma das principais normas estipuladas pela Anvisa na resolução 855, decretada em abril deste ano, que proíbe a “divulgação do nome de marca e elementos de marca de dispositivos eletrônicos para fumar ou da empresa fabricante em produtos diferentes dos derivados do tabaco”.

Pelo palco que o produto vem ganhando, parece que também essa regra funciona somente no papel e o comércio ilícito segue avançando e livre para agir como bem entender. Se houvesse uma regulamentação com regras rígidas de comercialização e fiscalização, esse tipo de empresa seria proibida de operar no Brasil e a Ignite, por exemplo, não teria essa liberdade de patrocinar eventos impunemente.

Em resposta à reportagem, a Anvisa informou que “A legislação sanitária proíbe a vinculação das marcas de DEF a outros tipos de produtos. A Lei nº 9294/96 proíbe o patrocínio de atividade cultural ou esportiva vinculados a qualquer produto fumígeno”, e complementou que “situações específicas precisam ser avaliadas considerando o caso concreto. Por fim, cabe destacar que é sempre de grande importância que a denúncia seja enviada à Anvisa para que se proceda ao tratamento correto, iniciando pela apuração dos fatos narrados”.

Já a assessoria do cantor informou que “O evento em questão realizado no dia 31 foi oferecido pela empresa (Ignite Spirits) para comemorar a entrada no País. Na ocasião, não houve show do cantor e sim o anúncio do nome dele como Embaixador dessa marca de bebidas no Brasil”.