CIDADE DO MÉXICO, 11 SET (ANSA) – O ex-jogador Diego Armando Maradona embarcou nesta segunda-feira (10) em uma nova aventura na carreira: o ídolo argentino foi apresentado oficialmente como novo técnico do Dorados de Sinaloa, clube que disputa a segunda divisão do futebol mexicano.
Maradona chegou ao país onde conquistou a Copa do Mundo de 1986 escoltado por policiais e acenou para os fãs que foram recepcioná-lo no aeroporto. “Não vim de férias, vim para trabalhar. Estou aqui para dar meu coração, como fiz no Fujairah, onde dirigia 300 quilômetros por dia para trabalhar”, assegurou.
A missão da lenda do futebol argentino é difícil. O clube está na antepenúltima posição na Série B, com apenas três pontos nas seis primeiras rodadas. O próximo compromisso do Dorados – estreia de Maradona – será na segunda-feira (17), contra o Cafetaleros de Tapachula.
De acordo com a imprensa local, Maradona receberá cerca de US$ 150 mil, o segundo salário mais alto de um treinador do futebol mexicano, atrás somente do brasileiro Ricardo Ferretti, que ganha mais de US$ 300 mil para comandar a seleção interinamente e o Tigres.
Por enquanto, Maradona está hospedado em um hotel de Culiacán, já que os moradores do condomínio de luxo no qual o argentino viverá barraram a entrada do caminhão de mudança com as coisas do ex-jogador. Segundo eles, a chegada do astro tirará o sossego dos condôminos.
Se os moradores estão incomodados com Maradona, os torcedores do Dorados o receberam de braços abertos, já que centenas de fãs acompanharam o primeiro treino do clube sob a supervisão do ex-craque.
Como técnico, Maradona ainda não teve o mesmo sucesso dos tempos de jogador. O argentino já comandou a seleção de seu país e o Al Wasl e o Al-Fujairah, ambos dos Emirados Árabes Unidos. Além disso, o ex-craque é presidente do Dínamo Brest, de Belarus.
Já o Dorados, de apenas 15 anos de história, busca retornar à elite do futebol mexicano após duas temporadas. Entre os jogadores mais ilustres que passaram pelo clube estão Pep Guardiola, Jared Borgetti, Cuauhtémoc Blanco e Loco Abreu.
(ANSA)