A veterana Paula Fernandes, dona de um repertório que marcou a música sertaneja da última década, empresta sua intensidade à nova faixa de Mar.iana, artista que desponta no pop brasileiro com personalidade e frescor. O feat. entre as duas cantoras, “Em Mim Também Doeu”, chega nesta quinta-feira, 28, como o primeiro single da versão deluxe de “Oceano”, álbum recém-lançado pela cantora, e reforça a potência do encontro de gerações.
O convite para Paula participar da faixa partiu de um sentimento quase inexplicável. “Quando eu escrevi a música, eu só conseguia pensar nela. Eu ficava ouvindo e, de alguma forma, só via a voz dela ali, como se já tivesse feito a música para ela, mesmo sem nunca termos nos conhecido”, relembra Mar.iana.
Ao ouvir a canção, Paula Fernandes se identificou de imediato com a proposta e aceitou gravar. “Quando ouvi a canção pela primeira vez, me chamou atenção a delicadeza da melodia e a força da mensagem. A Mar.iana tem um talento muito especial, e foi um prazer somar minha voz a um trabalho tão autêntico e bem construído. Fiquei feliz com o resultado e com esse encontro de vozes e estilos”, conta a artista.
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Gravada com produção colaborativa, a faixa nasceu de um encontro criativo entre Mar.iana, Amanda Coronha, Gabriel Azevedo, Guto Oliveira (da banda OutroEu) e Juliano Moreira. A letra, inspirada em experiências pessoais, fala sobre se doar intensamente para algo ou alguém e não receber o mesmo em troca e, ainda assim, ser colocada como “vilã” da história. “É uma história melancólica, mas que traz um ar solar. O folk deixa tudo mais leve, com uma vibe de esperança”, explica a artista.
Ao ouvir a voz de Paula pela primeira vez na gravação, Mar.iana viveu um momento inesquecível. “Eu chorava. Foi um choque e, ao mesmo tempo, algo muito natural. Parecia que sempre foi para ser assim”, lembra.
Sobre a interação no estúdio, ela destaca a receptividade e generosidade da parceira: “Desde o início, ela me tratou de igual para igual, me colocou num lugar muito especial. Foi tudo muito orgânico e verdadeiro.”
Paula reforça o sentimento: “Eu curti muito a música e a voz dela, acho que ela tem uma doçura e uma força. É uma música triste, mas que não deixa a gente triste; ela é solar. Além disso, é muito suave, gostosa de cantar, e senti que nossas vozes casaram muito bem”.
Mais do que uma colaboração, o feat nasceu de uma admiração mútua e de uma conexão imediata com a canção. O clipe reforça essa sintonia, registrando momentos de entrega e leveza entre as duas artistas.
O lançamento também marca um ponto de virada na carreira de Mar.iana. Depois de parcerias com Maneva, Atitude 67, Califfa e Simão, a cantora considera esta faixa um passo à frente na consolidação de sua identidade artística, traduzindo de forma fiel sua essência e o momento que vive.
Álbum “Oceano”
Lançado em 2025, Oceano reúne oito faixas, sendo quatro inéditas, e participações de Maneva, Atitude 67, Califfa e Simão, além de uma regravação afetiva de “O Sol, a Lis e o Beija-Flor”, de Edu Ribeiro.
O projeto traduz a maturidade e a plenitude artística de Mar.iana, com uma estética que mistura o laranja do pôr-do-sol ao azul profundo do mar. “Agora que eu sei para onde quero ir, eu só vou”, afirma a cantora.
Com influências que vão do pop orgânico ao folk, passando por referências da música brasileira, Mar.iana encontrou em Oceano um retrato fiel de quem é hoje: luminosa, intensa e em constante movimento. “Eu sou muito solar, mas também mergulho nas minhas emoções. Por isso o nome Oceano. Fui muito fundo para fazer esse disco”, resume.