A manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada neste domingo (11) na avenida Paulista, em São Paulo, terminou com registros de depredação em acessos a estações do metrô. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram pessoas sobre as estruturas de entrada das estações, enquanto a Polícia Militar relatou pichações e danos ao patrimônio.
As ocorrências foram registradas durante a dispersão do público que participou da Marcha pela Democracia, manifestação que reuniu milhares de pessoas na região central da capital paulista.
Segundo relatos da Polícia Militar, portas e grades de acesso foram danificadas na estação Consolação, da Linha 2-Verde. Também foram registradas pichações e pessoas sobre as estruturas de entrada da Trianon-Masp.
Os episódios provocaram a intervenção das autoridades e restrições à circulação de passageiros em estações próximas ao evento.
Imagens mostram pessoas sobre estruturas do metrô
Vídeos que circularam nas redes sociais registraram participantes da manifestação subindo nas coberturas e estruturas de acesso às estações.
Em uma das imagens, pessoas aparecem sobre uma cobertura de vidro, enquanto outras acompanham a movimentação nas proximidades. Também foram registradas pichações em estruturas de entrada, incluindo a frase “Viva a Revolução”.
A Polícia Militar informou que houve danos a portas e grades, além de tumultos em diferentes pontos da região.
As imagens disponíveis documentam parte das ocorrências, mas não permitem identificar todos os responsáveis pelos danos ou estabelecer a participação individual de cada pessoa.
Até o momento, não foram divulgadas informações consolidadas sobre eventuais prisões relacionadas aos episódios ou sobre o valor dos prejuízos.
PM relata fechamento de estações durante dispersão
De acordo com a Polícia Militar, as estações Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, e Paulista, da Linha 4-Amarela, tiveram acessos bloqueados durante a dispersão da manifestação devido a ocorrências de depredação e tumulto.
Na estação Consolação, também houve grande concentração de passageiros e atritos envolvendo funcionários, segundo os relatos policiais.
As restrições afetaram pessoas que tentavam deixar a região após o encerramento do ato.
O bloqueio de acessos e a concentração de passageiros em estações próximas provocaram dificuldades de deslocamento, com usuários buscando alternativas para embarcar.
Trianon-Masp já havia sido fechada preventivamente
Antes dos registros de depredação, a estação Trianon-Masp já havia sido fechada temporariamente por volta das 12h50.
Segundo o Metrô de São Paulo, a medida foi adotada devido à grande concentração de pessoas na avenida Paulista, especialmente nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde ocorreu parte da manifestação.
A companhia explicou que acionou seu plano de controle de multidões para evitar aglomerações excessivas nas plataformas, corredores e acessos.
O esquema incluiu reforço de funcionários e ampliação da oferta de trens nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.
O fechamento preventivo, portanto, foi inicialmente motivado pelo volume de passageiros, enquanto os episódios posteriores de tumulto e depredação levaram a novas restrições de acesso.
Manifestação reuniu Lula e aliados políticos
A Marcha pela Democracia começou por volta das 11h e reuniu apoiadores da candidatura de Lula à reeleição presidencial.
O presidente participou do evento acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de outros aliados políticos.
Também estiveram presentes integrantes de movimentos sociais, organizações estudantis e representantes de diferentes grupos que participaram da mobilização.
Durante sua participação, Lula discursou sobre temas de campanha e pediu o engajamento dos apoiadores para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
O presidente disputa a votação contra Flávio Bolsonaro (PL).
Danos ao patrimônio e responsabilidades
Os registros de vandalismo ocorreram durante a dispersão da manifestação, mas as informações divulgadas até agora não permitem atribuir os danos ao conjunto dos participantes ou aos organizadores do evento.
A identificação dos envolvidos e a eventual responsabilização pelos prejuízos dependem da apuração das autoridades.
A Polícia Militar relatou intervenções em diferentes pontos da avenida Paulista e de seu entorno para controlar tumultos e garantir a segurança da população.
O episódio também chamou a atenção para os desafios de mobilidade durante eventos de grande porte na região, onde diversas estações recebem um fluxo elevado de passageiros em um curto intervalo.
Até a publicação desta reportagem, não havia um balanço oficial consolidado dos danos materiais nem confirmação do número de pessoas eventualmente detidas pelos atos de depredação.
Da IstoÉ
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