Comportamento

Manifestantes bloqueiam cidades contra proibição do aborto na Polônia

Manifestantes bloqueiam cidades contra proibição do aborto na Polônia

A decisão, de acordo com o desejo do partido ultracatólico nacionalista no poder, Direito e Justiça (PiS), limita o direito ao aborto a dois únicos casos: risco de morte para a grávida e gravidez resultante de um estupro ou incesto - AFP/Arquivos

Milhares de manifestantes bloquearam, nesta segunda-feira (26), o centro das principais cidades polonesas, no quinto dia de uma revolta contra a proibição quase total do aborto na Polônia.

Em Varsóvia, os manifestantes, em sua maioria mulheres jovens, bloquearam vários cruzamentos do centro da cidade paralisando o tráfego na capital. Os participantes seguravam cartazes com mensagens como “O inferno das mulheres”, “Vocês têm as mãos manchadas de sangue”, “Queremos escolher” ou “É guerra!”.

Também houve manifestações em várias outras cidades do país em reação à decisão emitida na quinta-feira pelo Tribunal Constitucional polonês de proibir o aborto em caso de má formação grave do feto, ao considerá-lo “incompatível” com a Constituição.

A decisão, de acordo com o desejo do partido ultracatólico nacionalista no poder, Direito e Justiça (PiS), limita o direito ao aborto a dois únicos casos: risco de morte para a grávida e gravidez resultante de um estupro ou incesto.

O principal argumento dos opositores à decisão é que essa proibições põem em risco a vida das mulheres ao obrigá-las a levar gestações inviáveis té o fim, enquanto seus apoiadores afirmam que isso evitará o aborto de fetos diagnosticados com síndrome de Down.

Na Polônia, menos de 2.000 abortos legais ocorrem ao ano, a grande maioria são realizados devido à má formação do feto. Mas os grupos feministas estimam que mais de 200.000 intervenções ilegais são praticadas, ou realizadas no exterior, todos os anos.

A decisão foi condenada por vários grupos de defesa dos direitos humanos na Europa.

No domingo, manifestantes atacaram igrejas católicas em toda Polônia, pela primeira vez neste país de maioria católica membro da União Europeia.

Os protestos contra a decisão do Tribunal continuarão pelos próximos dias, segundo os organizadores.

Veja também

+ Jovem morre após queda de 50 metros durante prática de Slackline Highline
+ Conheça o phloeodes diabolicus "o besouro indestrutível"
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Mulher finge ser agente do FBI para conseguir comida grátis e vai presa
+ Zona Azul digital em SP muda dia 16; veja como fica
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Descoberta oficina de cobre de 6.500 anos no deserto em Israel