Mangione se livra de pena de morte após decisão de juíza

Réu de 27 anos enfrentará, como pena máxima, a prisão perpétua

uigi Mangione, acusado de matar diretor da maior seguradora de saúde americana, ante um tribunal de Manhattan, em 2 de dezembro de 2025 - POOL/AFP

Uma juíza nos Estados Unidos removeu a possibilidade de pena de morte para o jovem ítalo-americano Luigi Mangione em caso de condenação. Ele é acusado pelo assassinato do CEO da seguradora de saúde UnitedHealthCare, Brian Thompson.

A juíza Margaret Garnett rejeitou duas das quatro acusações contra Mangione, o que significa que o réu de 27 anos enfrentará, como pena máxima, a prisão perpétua, se for considerado culpado ao final do julgamento.

Para os advogados de Mangione, a decisão representa uma vitória significativa, pois eles argumentaram perante à Justiça que a perseguição à vítima “não constitui um crime violento” e, portanto, “não pode ser motivo para a pena de morte”. Além disso, a defesa também sustentou que a decisão de pedir a penalidade capital tinha “natureza política”.

No entanto, Garnett não aceitou a solicitação dos advogados de excluir o material coletado na mochila de Mangione como provas do processo.

O crime ocorreu em 4 de dezembro de 2024, quando o poderoso executivo foi morto com tiros pelas costas diante de um hotel de luxo no coração da maior metrópole dos Estados Unidos.

Mangione foi preso em 9 de dezembro e é filho de uma família rica de Maryland, além de ter se formado na conceituada Universidade Estadual da Pensilvânia.