Especial 40 anos

Mandela, símbolo da luta pela liberdade

O legado do ativista que combateu o regime segregacionista do Apartheid e liderou a pacificação de um país ainda dividido pela cor da pele

Mandela, símbolo da luta pela liberdade

PERSEVERANÇA: Depois de 27 anos preso, Mandela chegou à presidência


África do Sul 2013/Mundo

Nelson Mandela tinha 95 anos quando morreu, no dia 5 de dezembro de 2013. Símbolo mundial da luta contra o racismo havia, ele havia permanecido 27 anos preso antes de se tornar presidente da África do Sul. Para muitos que sofreram na pele as injustiças contra as quais ele lutou, Mandela permanece como uma eterna inspiracão. “Mandela é imortal e estará sempre presente nas batalhas em favor da humanidade, influenciando e inspirando as novas gerações, sobretudo as crianças negras”, diz a secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Djamila Ribeiro, 36 anos.

Guerreiro

Em sua juventude, Mandela flertou com movimentos radicais. Depois dos anos de cárcere, moderou discurso e prática. “Ele tinha uma visão contra o poder estabelecido. Ao sair da prisão, buscou ser mais estratégico por uma questão da preservação do povo negro”, afirma Djamila. “Mandela precisa ser lembrado também como um guerreiro.” Seu esforço pela coexistência entre brancos e negros fez com que ele ficasse conhecido como ícone do pacifismo. Em 1993, o líder sulafricano foi reconhecido com o prêmio Nobel da Paz.

Quando se elegeu presidente, Mandela assumiu uma nação ainda divida pelos longos anos do apartheid e assolado por problemas comuns a países pobres, como criminalidade e corrupção. Sua liderança, no entanto, evitou que a população mergulhasse num conflito civil. Sua figura agregadora e sua astúcia política foram essenciais para reunificar um país que não conheceu a liberdade durante o regime de exceção. “Os reflexos ainda estão muito presentes. É claro que avanços importantes foram feitos, mas continua sendo um país racista onde a população negra tem dificuldade de viver”, acredita Djamila.

O papel desempenhado por Mandela para transformar a África do Sul em um país mais justo e a forma como ele foi capaz de inspirar gerações de negros em todo o mundo mereceram atenção especial de ISTOÉ. Entre as diversas reportagens que confirmaram o porquê de ele ter se tornado um mito ainda em vida, uma retrata a Copa da Áfica do Sul: a Copa de Mandela.

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“Mandela é imortal e estará sempre presente nas batalhas em favor da humanidade, influenciando e inspirando as novas gerações” Djamila Ribeiro, 36 anos, da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo


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