Brasil

Manaus vira o jogo

Com a diminuição do funcionalismo público, Nova Previdência e repactuação de dívidas, a Prefeitura superou a Covid-19: R$ 1,5 bilhão de caixa

INVESTIMENTO O prefeito Arthur Virgílio Neto acompanha as obras. À direita o complexo viário na avenida Constantino Nery (Crédito:Marcio James/Divulgação)

Ao final do segundo mandato, o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) comemora os resultados financeiros alcançados em Manaus. Quando assumiu a Prefeitura em 2013, o caixa apresentava um déficit de R$ 350 milhões e hoje tem um superávit de R$ 1,5 bilhão. Durante sua gestão a capital aumentou sua capacidade de investimento nacional e internacional. “Me preocupo com as contas públicas. E tenho um mantra que é gastar menos e arrecadar mais”, disse o prefeito. Vírgílio conta que foram feitas oito rodadas de ajuste fiscal.

A previdência municipal passou de um déficit atuarial de R$ 3 bilhões para uma situação de investimento de R$ 1,03 bilhão, em oito anos. Com a Covid-19, a expectativa era que a queda na arrecadação trouxesse um endividamento. Virgílio conta que a rápida repactuação de dívidas economizou mais de 25%: “Conseguimos pagar todos e manter as contas em dia, os fornecedores foram compreensivos com o momento enfrentado pelo País.” A entrega de prédios alugados e servidores trabalhando em home office foi outro acerto. Também foram reduzidos os cargos públicos de 2.250 para 1.500, além do corte de três secretarias: “Aconselho o próximo prefeito a reabrir as secretarias, mas na Covid-19 eu tive que agir conforme a emergência exigia”, disse o prefeito.

Guardiões da natureza

O sucesso na administração de Manaus também se dá nas questões da macroeconomia. A capital é mais representativa cidade da biodiversidade na Amazônia. “Somos guardiões da natureza e toda a comunidade internacional olha pra cá”, explicou o prefeito. Durante a pandemia, personalidades internacionais fizeram doações expressivas a Manaus. A ativista Greta Thunberg doou R$ 500 mil; o presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, doaram R$ 3 milhões cada um. O olhar, no entanto, não é o mesmo quando envolve o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “O ministro é visivelmente ligado a grupos que não se preocupam com a Amazônia”, disse o prefeito que ainda condena o garimpo e o agronegócio na Amazônia. Virgílio entende que o Brasil pode até sofrer boicote internacional por conta da atuação desastrada do ministro.

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Manter o equilíbrio fiscal e preservar o meio ambiente não seriam suficientes se não houvesse investimentos nas áreas sociais. Virgílio destaca a área cultural, com R$ 20 milhões investidos durante a pandemia e a saúde, com um aumento de cobertura de 51% para 70%. Virgílio destaca ainda outros investimentos. Na iluminação pública, com quase 100% de lâmpadas de led, operações de tapa buraco com R$ 200 milhões e aumento de creches de 1 para 22 unidades. O prefeito se diz satisfeito com o mandato e já se prepara para a disputa de 2022: “Quero ser governador ou senador, o coração vai decidir”, disse Virgílio.

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