Esportes

Malagò é acusado de pedir ao COI uma punição para a Itália

ROMA, 16 SET (ANSA) – O presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Giovanni Malagò, foi acusado de ter enviado cartas para o Comitê Olímpico Internacional (COI) pedindo para que a Itália fosse punida após o Senado do país europeu ter aprovado um projeto de lei que prevê a reforma da entidade.   

O projeto, que está a cargo do subsecretário da Presidência do Conselho dos Ministros, Giancarlo Giorgetti, visa retirar do Coni a prerrogativa de distribuir entre as federações esportivas os recursos públicos repassados à entidade anualmente.   

De acordo com o jornal “La Reppublica”, as cartas foram enviadas entre o final de julho e o início de agosto por Malagò. O líder do Coni destacou que alguns pontos do projeto violavam os artigos da Carta Olímpica.   

“Minhas cartas ao COI? eram indispensáveis e necessárias, se eu não tivesse destacado situações normativas, que são visíveis a todos, como membro do COI eu teria sido sancionado com muita seriedade. Tenho que ser sincero, não entendo a motivação e o clamor de tudo isso”, disse Malagò.   

Além disso, o presidente do Coni declarou que os artigos do projeto “devem ser modificados” e “escritos de maneira diferente”.   

O vazamento da carta enviada por Malagò gerou muita repercussão entre as federações esportivas do país. O presidente da Federação Italiana de Tênis (Federtennis), Angelo Binaghi, declarou que o caso é “chocante”. Já o líder da Federação Italiana de Natação (Federnuoto), Paolo Barelli, disse que o caso deve ser “esclarecido”.   

Em entrevista à ANSA, um porta-voz do COI negou que Malagò tenha pedido uma punição para a Itália.   

“Não é verdade que Malagò pediu para punir a Itália. Nossa posição é muito clara e foi explicada em uma carta que já foi divulgada”, disse o porta-voz, que não quis ser identificado.   

Caso o Coni receba uma suspensão do COI, as duas principais consequências para a Itália seriam a perda das Olimpíadas de Inverno e a exclusão do país nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão.(ANSA)