Comportamento

Mais seis mulheres acusam presidente da CBS, que negocia saída

Mais seis mulheres acusam presidente da CBS, que negocia saída

Les Moonves, presidente de CBS, en una foto tomada en julio de 2016 en Sun Valley, Idaho, Estados Unidos - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos

Seis novas mulheres denunciaram o presidente da emissora CBS, Leslie Moonves, por assédio e abuso sexual, tornando sua saída do cargo cada vez mais provável.

O jornalista Ronan Farrow revelou em um artigo na revista The New Yorker, no domingo, que as seis mulheres acusam Moonves, de 68 anos, de assediá-las ou agredi-las entre as décadas de 1990 e 2000. Elas também citam felação forçada e violência.

São acusações mais sérias do que as de outras seis mulheres que no final de julho já o haviam acusado, nas páginas da New Yorker de tocá-las ou beijá-las à força.

Uma delas, Phyllis Golden-Gottlieb, apresentou uma queixa no ano passado à polícia de Los Angeles, que considerou crível, mas decidiu não indiciar Moonves porque a suposta agressão ocorreu no final dos anos 90 e, portanto, o crime havia prescrito, afirmou Farrow.

Golden-Gottlieb diz que Moonves forçou-a a fazer sexo oral nele e, em seguida, empurrou-a violentamente contra uma parede.

A The New Yorker garante que Moonves admitiu em uma declaração que ele teve encontros com três das mulheres, mas que foram consensuais e ocorreram antes de sua chegada à CBS.

Moonves está atualmente negociando sua saída do cargo, segundo a imprensa norte-americana.

A rede financeira CNBC garante que o acordo dariam fim ao reinado de 15 anos de Moonves na CBS, bem como ao processo que a administração do canal enfrenta e a família Redstone, que controla 80% dos direitos de voto da cadeia.

Redstone, que queria fundir a CBS com o grupo Viacom, que a família também controla, processou a CBS perante os tribunais, acusando-a de diluir seus direitos de voto para apenas 20%.

Se não chegarem a um acordo, o processo sobre este litígio deve começar em 3 de outubro em um tribunal no estado de Delaware.

As discussões sobre a saída de Moonves se voltam em grande parte para a compensação que o executivo cobraria. Há rumores de que ele poderia receber 100 milhões de dólares em ações.

Embora seu contrato preveja uma indenização inicial de 180 milhões de dólares, o presidente da emissora poderia deixar seu cargo sem receber nada.

Tudo depende dos resultados de uma investigação sobre as acusações do New Yorker, disse a CNBC, citando fontes próximas à negociação.

Uma de suas acusadoras, Jessica Pallingston, disse à revista que pagar sua indenização seria “completamente repugnante”.