Ataques de drones russos na Ucrânia durante a noite deixaram mais de um milhão de casas sem água ou calefação na região central de Dnipropetrovsk, informou um ministro ucraniano nesta quinta-feira(8).
Assim como em invernos anteriores, a Rússia intensificou seus ataques à infraestrutura energética ucraniana, o que Kiev e seus aliados descrevem como uma estratégia deliberada contra a população civil.
As infraestruturas nas regiões de Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia (sul) foram atingidas durante a noite por intensos ataques de drones russos, causando apagões, explicou a fornecedora de energia ucraniana Ukrenergo.
“As obras de reparação continuam na região de Dnipropetrovsk para restabelecer o fornecimento de água e calefação para mais de um milhão de clientes”, escreveu Oleksii Kuleba, vice-primeiro-ministro da Reconstrução, nas redes sociais.
A Força Aérea Ucraniana relatou ataques russos com 97 drones. Setenta dispositivos foram interceptados pelo sistema de defesa aérea, mas 27 atingiram diversos locais, acrescentou.
A infraestrutura energética crítica em Dnipropetrovsk foi danificada durante o ataque, segundo o governador da região, Vladyslav Gaivanenko. “A situação é difícil”, mas o serviço será restabelecido assim que a segurança permitir, afirmou na plataforma Telegram.
Em Zaporizhzhia, a eletricidade foi restabelecida em “instalações essenciais”, mas a maioria dos consumidores ainda não tem acesso, segundo o governador Ivan Fedorov.
Kiev responde aos ataques à sua rede elétrica bombardeando depósitos de petróleo e refinarias russas. Seu objetivo é interromper as exportações de energia de Moscou e gerar escassez de combustível.
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