Mais de 45 militares da Força Armada venezuelana morreram na operação militar dos Estados Unidos que derrubou o presidente Nicolás Maduro, na qual houve cerca de uma centena de mortos, informou nesta sexta-feira (16) o ministro da Defesa, Vladimir Padrino.
Militares americanos bombardearam, em 3 de janeiro, a capital venezuelana e cidades adjacentes em uma operação que culminou com a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que agora enfrentam um julgamento por narcotráfico em Nova York.
Nesse ataque, morreram 32 cubanos membros da equipe de segurança de Maduro.
O balanço oficial apontava pelo menos 100 mortos. Nesta sexta-feira, o ministro Padrino assegurou que foram registrados “um total de 83 falecidos, mais de 112 feridos”.
“Aí estão 47 homens e mulheres da Força Armada Nacional Bolivariana. Nove mulheres, entre eles, que deram a sua vida”, precisou durante uma missa em homenagem aos mortos.
“O que fizeram nossos homens e mulheres da nossa Força Armada Nacional Bolivariana diante da agressão militar? Dar a sua vida, cumpriram com a história, com a pátria”, acrescentou o ministro, que comanda a pasta da Defesa desde 2014.
O Exército venezuelano havia publicado na semana passada, em sua conta no Instagram, notas fúnebres de 23 militares mortos: cinco alunos da escola militar, 16 sargentos e dois soldados.
A vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, seguinte na linha de sucessão e que assumiu a presidência interina após o ataque, decretou sete dias de luto nacional pelos mortos.
O poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello, informou na terça-feira que as autoridades trabalham na identificação de “restos humanos” encontrados após a operação dos Estados Unidos.
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