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Mais de 16 mil pessoas tomaram doses trocadas de vacina contra Covid, diz jornal

Mais de 16 mil pessoas tomaram doses trocadas de vacina contra Covid, diz jornal

A vacina AstraZeneca é usada em 157 territórios - AFP/Arquivos


Pelo menos 16,5 mil pessoas foram vacinadas com doses trocadas de imunizantes diferentes contra a Covid-19 no Brasil, de acordo com o Datasus, sistema de informações do Ministério da Saúde. Os dados foram compilados pelo jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, essas pessoas tiveram registro de primeira dose com a vacina da Coronavac e da segunda dose da Oxford/AstraZeneca ou vice-versa. De acordo com os dados levantados, 14.791 pessoas iniciaram a imunização com esta última, e receberam uma segunda dose da Coronavac. Outras 1.735 pessoas fizeram a trajetória contrária.

Ainda de acordo com o jornal, a troca aconteceu em praticamente todo o país, com exceção dos estados do Acre e do Rio Grande do Norte. O levantamento levou em conta todos os vacinados no primeiro mês de vacinação, entre 17 de janeiro e 17 de fevereiro, que retornaram para a segunda dose até 8 de abril. No total, foram 3,5 milhões de pessoas. A maior parte das trocas ocorreu em profissionais de saúde.

Segundo a imunologista Cristina Bonorino, professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e membro dos comitês científico e clínico da Sociedade Brasileira de Imunologia, ouvida pela reportagem, “quem tomou uma dose de um fabricante e outra dose de outro, não tomou nenhuma dose completa da vacina”.

Os dois imunizantes, que são os únicos disponíveis no Brasil, possuem intervalos diferentes de aplicação, sendo o da Coronavac de até 28 dias e da Oxford/AstraZeneca, três meses, de acordo com a Fiocruz. Além disso, as duas vacinas foram desenvolvidas com tecnologias distintas.

Em nota à Folha, o Ministério da Saúde disse que foi notificado sobre 481 ocorrências de aplicação de doses distintas de diferentes vacinas. “A pasta esclarece que cabe aos estados e municípios o acompanhamento e monitoramento de possíveis eventos adversos a essas pessoas por, no mínimo, 30 dias”.


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