O navio “Alan Kurdi” da ONG alemã Sea-Eye foi bloqueado nesta quinta-feira (1º) por ordem do ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, frente à costa da ilha de Lampedusa, com 40 migrantes resgatados na véspera próximo da Líbia.
Trata-se de um novo veto de desembarque por parte do ministro de extrema direita.
Segundo os sites de monitoramento do tráfego marítimo, o “Alan Kurdi” navegou por toda noite, até parar ao meio-dia no limite das águas territoriais italianas.
Salvini considera que se trata de “outra provocação” da ONG alemã e acusou os socorristas de se comportarem de maneira “mesquinha”.
Ontem, o ministro sancionou um decreto que proíbe o navio humanitário de entrar em águas italianas.
Ainda de acordo com a pasta de Salvini, os ministros da Defesa e dos Transportes, ambos do Movimento 5 Estrelas, aliado do governo, assinaram o decreto.
Para Salvini, a operação de resgate da ONG alemã aconteceu mais perto da Tunísia, motivo pelo qual cabe a este país recebê-los.
Para a ONG, Lampedusa é o “porto seguro” mais próximo, já que a Tunísia repatria os migrantes imediatamente sem lhes dar tempo para solicitar asilo.
Na semana passada, o ministro bloqueou uma embarcação da Guarda Costeira italiana no litoral de Lampedusa. Os migrantes puderam, então, desembarcar após vários dias e somente depois da assinatura de um acordo de distribuição firmado com a Igreja italiana e com cinco países europeus.
Segundo a Sea-Eye, a maioria dos migrantes resgatados ontem é da África Ocidental.