O Grupo de Atuação Especializada do Combate ao Crime Organizado (Gaeco) se surpreendeu com a estrutura da milícia comandada por Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, no Rio de Janeiro. De acordo com o jornal O Globo, cerca de 23 criminosos se dividem em diversas funções, inclusive com intermediários nos Estados Unidos.

A informação está nos documentos usados por policiais e promotores deflagrarem a Operação Dinastia, que ocorreu na semana semana. A investigação, por exemplo, mostrou que o grupo comandado por Zinho possuía acesso ao banco de dados da polícia.

O fornecedor de armas da milícia seria Patrick da Silva Martins, dono de um bar na Rocinha. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ele faz várias viagens ao exterior e sua casa foi alvo de mandado de busca e apreensão. No momento da operação, inclusive, ele estava nos Estados Unidos para negociar mais armamentos para o grupo.

O MPRJ e a Polícia Federal investigaram a milícia por conta da morte do policial militar Devid de Souza Matos, em dezembro do ano passado. A Operação Dinastia ganhou forma, porém, após a morte do ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho.


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