Magno Malta registra BO contra técnica de enfermagem após acusação de agressão

A profissional disse que o político teria dado um tapa no seu rosto durante procedimento; Malta nega, alegando dor intensa

Senador Magno Malta
Senador Magno Malta (PL-ES) Foto: Lia de Paula/Agência Senado

O senador Magno Malta (PL-ES) registrou neste sábado, 2, um boletim de ocorrência contra uma técnica de enfermagem do hospital DF Star, em Brasília. A ação ocorre após a profissional tê-lo acusado de agressão, alegação que o político nega veementemente. Malta está internado desde a última quinta-feira, 30, quando sofreu um mal súbito durante sessão no Senado Federal.

+ Magno Malta é acusado de agredir técnica de enfermagem em hospital no DF

O que aconteceu

  • O senador Magno Malta registra um boletim de ocorrência contra uma técnica de enfermagem que o acusou de agressão.
  • A profissional alegou ter sido agredida com um tapa no rosto enquanto realizava um exame no parlamentar no hospital DF Star.
  • Malta nega a agressão, argumentando que a dor intensa devido a um vazamento de contraste causou uma reação involuntária.

A técnica de enfermagem havia relatado à polícia ter sido agredida pelo senador com um tapa no rosto, na quinta-feira. Segundo seu relato, Malta se preparava para uma injeção na veia com contraste, substância usada em exames de imagem, quando houve uma interrupção no procedimento e o líquido vazou. A profissional afirmou que Malta teria xingado e desferido um tapa forte em seu rosto.

Qual a versão apresentada por Magno Malta?

No documento protocolado por Malta, ele afirma que a técnica deixou o contraste vazar em seu braço. Este incidente teria causado “dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular”.

O senador justificou sua reação no hospital. “Em razão do quadro clínico, da dor aguda e do uso de medicação, o comunicante apresentou reação compatível com o sofrimento físico experimentado, sem, contudo, praticar qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde”, registra o boletim de ocorrência.

Malta acrescenta que foi surpreendido com o registro de ocorrência policial contra si. Ele alega que não houve conduta dolosa ou agressão deliberada, sendo qualquer reação “decorrente exclusivamente do estado de dor intensa no momento da intercorrência médica”. O documento pede que a polícia apure o episódio.

As instituições se manifestam sobre o caso

Em nota, o Hospital DF Star informou que iniciou uma apuração administrativa sobre o episódio. A instituição destacou que vem “dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão” e que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários à polícia.

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também repudiou o acontecimento. “A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei”, afirmou o Coren-DF.

O conselho ressaltou ainda que “a violência sofrida por trabalhadores da saúde no exercício de suas funções ultrapassa qualquer limite aceitável e destaca um problema que não pode ser tratado como pontual”.

Posicionamento do senador e alegações de falha técnica

Magno Malta divulgou uma nota na qual nega a agressão. Ele reforça que houve falha técnica no procedimento ao qual foi submetido, “mesmo após ele alertar, por diversas vezes para os presentes, que o procedimento estava incorreto e lhe causava fortes dores”.

Na nota, o senador também pontuou que “causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido”.

Na sexta-feira, 1º, o parlamentar gravou um vídeo de dentro do hospital para as redes sociais. No material, Malta pediu que seus apoiadores não caíssem em notícias falsas. Ele mostra um médico que, no vídeo, pede desculpas e afirma que o caso será investigado.

*Com informações do Estadão Conteúdo