Polícia da Itália encontra 3,2 milhões de euros da máfia escondidos em paredes

Operação em Caivano, Nápoles, desarticula clã Angelino e revela logística sofisticada de tráfico de drogas

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A polícia da Itália apreendeu 3,2 milhões de euros (R$ 18,7 milhões) em dinheiro vivo e 11 relógios de luxo, escondidos em paredes de uma residência em Caivano, na região metropolitana de Nápoles. A operação, realizada contra a poderosa máfia Camorra, desarticulou atividades do clã Angelino ligadas a um sofisticado esquema de tráfico de drogas e extorsão.

  • Máfia Camorra sofreu um golpe significativo com a apreensão de 3,2 milhões de euros e 11 relógios de luxo pela polícia italiana em Caivano.
  • O dinheiro e os itens de valor estavam escondidos em paredes de uma casa e são provenientes de um esquema sofisticado de tráfico de drogas.
  • A investigação revelou que o clã Angelino operava como empresa, com “profissionais” recebendo altos salários para gerenciar o crime.

O montante em dinheiro, dividido em notas de 50 euros e cuidadosamente embrulhado em plástico, é atribuído aos lucros do tráfico de drogas. Essas atividades, gerenciadas pelo clã Angelino, funcionavam como verdadeiras empresas, com turnos e horários rigorosos para maximizar os volumosos lucros ilícitos.

Para acessar os esconderijos, os policiais precisaram usar marretas para derrubar as paredes da casa. Além do dinheiro, foram encontrados 11 relógios de luxo avaliados em 127 mil euros (R$ 724 mil). Segundo o inquérito, esses itens eram comprados e exibidos em redes sociais como forma de “demonstrar a força” do grupo criminoso.

Clã angelino operava com logística avançada

A operação resultou no cumprimento de 34 mandados de prisão, sendo 11 deles em regime domiciliar. Os indivíduos detidos são acusados de integrar uma organização criminosa com foco principal em tráfico de drogas e extorsão.

As investigações detalham que o grupo funcionava com uma logística de alto nível. Carregamentos de entorpecentes, por exemplo, chegavam semanalmente, sempre às segundas-feiras. O pagamento por esses carregamentos era agendado obrigatoriamente para a sexta-feira da mesma semana, garantindo um fluxo contínuo de caixa e suprimentos.

Para assegurar o controle territorial, o clã Angelino selecionava “profissionais” que trabalhavam com exclusividade para a organização. Esses “funcionários” recebiam salários mensais que variavam entre 10 mil e 20 mil euros (de R$ 58,6 mil a R$ 117,2 mil), um indicativo da rentabilidade do esquema.

Qual o impacto dessas apreensões na camorra?

Eram esses mesmos “funcionários” que tinham a autoridade para autorizar o abastecimento de cocaína nas diversas “praças” de Caivano. Na maioria dos casos, essas praças eram administradas em nível familiar. Essa estratégia visava evitar o envolvimento de pessoas externas e, potencialmente, perigosas, reforçando a segurança e o sigilo das operações do clã.

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