Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, é demitida da rede municipal após deixar prisão

Ré pela morte do menino de 4 anos recebia salário como servidora pública

Monique Medeiro durante sessão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
Monique Medeiro durante sessão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Foto: BRUNNO DANTAS/ TJRJ

Monique Medeiros, ré pela morte do filho, Henry Borel, foi demitida, nesta quarta-feira, 25, do cargo de professora da rede municipal do Rio de Janeiro. A decisão do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) foi publicada no Diário Oficial do município. Monique vinha recebendo salários como servidora pública municipal mesmo após sua prisão, em 2023.

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Segundo o Portal da Transparência da prefeitura, o salário líquido de Monique era de R$ 2.887,73. A demissão ocorre na mesma semana em que a ré deixou a prisão. A juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo caso, concedeu, na segunda-feira, 23, liberdade provisória a Monique e determinou o adiamento do julgamento após os advogados do ex-vereador Dr. Jairinho abandonarem o plenário.

A juíza considerou que Monique e sua defesa contribuíram para o andamento do processo e que mantê-la sob custódia configuraria constrangimento ilegal. Ela é acusada de homicídio por omissão qualificada, tortura, coação e fraude processual e aguardará, em liberdade, a conclusão do julgamento.

O caso Henry Borel

Jairinho responde por homicídio qualificado (por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), tortura e coação de testemunhas. Segundo o MPRJ, ele agrediu Henry no dia da morte e em outras três ocasiões anteriores, em fevereiro de 2021. Já Monique Medeiros responde por homicídio e omissão, além de coação. A acusação sustenta que a mãe agiu por motivo torpe e omitiu-se diante das agressões.