Mãe de Carlo Acutis afirma que jovem não era ‘escravo’ da tecnologia

Antonia Salzano aborda o tema do uso consciente da internet e defende a canonização do "santo da internet"

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Em Milão, Antonia Salzano, mãe de São Carlo Acutis, o jovem conhecido como o “santo da internet”, afirmou que seu filho mantinha uma relação cuidadosa e responsável com as redes sociais e a internet. A declaração foi feita durante a apresentação do filme “Meu Nome é Carlo”, exibido na televisão italiana em 27 de setembro.

 

Salzano relatou que Carlo Acutis, mesmo tendo ganhado um PlayStation aos 8 anos, impôs limites a si mesmo. “Carlo, no entanto, não quis se tornar escravo dele e decidiu jogar sozinho por uma hora por semana, mas depois parou. Acredito que isso pode ser um ótimo exemplo”, disse Antonia Salzano, referindo-se ao uso consciente de tecnologias.

Como os pais podem agir?

A mãe de Acutis observou que, em suas viagens pelo mundo, uma das maiores inquietações de pais e avós é a quantidade de tempo que os jovens dedicam às redes sociais, uma média que chega a três ou quatro horas diárias. Ela ressaltou a falta de preparo de muitos responsáveis para lidar com essa realidade.

“Muitos pais se viram completamente despreparados e não sabem o que fazer. Todos precisam estar cientes disso e fazer algo a respeito”, acrescentou Salzano, enfatizando a necessidade de uma ação consciente por parte das famílias para orientar seus filhos no ambiente digital.

Canonização: dúvidas e milagres

Antonia Salzano também aproveitou a ocasião para responder a questionamentos, ainda que indiretos, sobre o processo de canonização de seu filho. Ela desmentiu rumores de que a família teria usado sua riqueza para influenciar o processo, reiterando a base espiritual dos eventos.

“Algumas pessoas disseram que somos muito ricos e compramos milagres, mas milagres não podem ser comprados, nem tocar corações pode ser comprado, porque só Jesus pode fazer isso”, afirmou a italiana. Ela ainda especificou que dois milagres foram formalmente reconhecidos, mas que “houve muitos, e continuam a haver muitos em todo o mundo”.

Morto em 2006, aos 15 anos, vítima de uma leucemia fulminante, Carlo Acutis foi canonizado pelo Papa Francisco há pouco mais de um ano, tornando-se o primeiro santo “millennial” da Igreja Católica. (Da IstoÉ com ANSA)

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