A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, declarou que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram denunciados no Distrito Sul de Nova York e responderam judicialmente em solo americano.
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“Nicolás Maduro foi acusado de conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos. Eles em breve enfrentarão todo o rigor da Justiça americana em solo americano, nos tribunais dos Estados Unidos”, disse a Procuradora-Geral dos EUA em postagem no X, antigo Twitter.
“Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um grande agradecimento às nossas corajosas forças militares, que conduziram a missão incrível e altamente bem-sucedida para capturar esses dois supostos narcotraficantes internacionais”, completou Bondi.
Assim, não há data firmada para o julgamento de Maduro. O paradeiro também não teve informações adicionais.
Uma coletiva de imprensa está marcada para 13h (horário de Brasília), que deve trazer mais detalhes após a incursão militar capitaneada por Trump e seus desdobramentos.
Trump confirmou ataque à Venezuela e disse que Maduro foi capturado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o ataque americano à Venezuela na manhã deste sábado e disse que Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país. A declaração foi dada na rede Truth Social.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, diz a postagem.
As operações militares ocorrem após os EUA passarem meses posicionando forças militares no Mar do Caribe, incluindo a presença de navios de guerra e o maior porta-aviões do mundo.
Oficialmente, os EUA justificaram o deslocamento das forças como uma ação para combater “narcoterroristas “, mas analistas apontam que as ações podiam visar uma mudança de regime na Venezuela, cujo governo está sob controle dos chavistas há mais de duas décadas.
O governo venezuelano denunciou o que chamou de “agressão militar gravíssima” dos Estados Unidos contra alvos civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua, La Guaira, onde estão localizados o aeroporto e o porto da capital do país.
“O governo bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem seus planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista”, afirmou o governo, em nota.
Imagens não verificadas compartilhadas nas redes sociais mostram grandes incêndios com colunas de fumaça, embora não seja possível determinar a localização exata das explosões, que parecem ter ocorrido no sul e leste da capital.