O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta quinta-feira (27) um diálogo “de igual para igual” com os Estados Unidos, um dia depois de o governo de Donald Trump revogar a licença da Chevron para operar no país.
Durante um evento com apoiadores, a maioria funcionários públicos, que marcharam até o Palácio de Miraflores para marcar os 36 anos do levante popular conhecido como “El Caracazo”, Maduro abordou as sanções americanas, mas sem mencionar diretamente a decisão de Trump.
“Se os gringos quisessem um diálogo respeitoso, de igual para igual, o faríamos, já fizemos e voltaremos a fazer, sem problema”, afirmou o líder chavista. “Mas se querem continuar apostando no fascismo, na violência e nas sanções, problema deles. Seguiremos nosso caminho de independência, paz e harmonia”.
Na quarta-feira, Trump anunciou a revogação das “concessões” feitas pelo governo de Joe Biden em 26 de novembro de 2022, quando a Chevron foi autorizada a retomar suas operações na Venezuela. Segundo Trump, a decisão foi tomada porque o governo de Maduro “não cumpriu as condições eleitorais” estabelecidas no acordo.
A Chevron responde por cerca de 200 mil barris diários da produção venezuelana, estimada em 1 milhão de barris por dia.
Caracas classificou a decisão de Washington como “lesiva e inexplicável”. O governo americano não reconhece a reeleição de Maduro para um terceiro mandato (2025-2031) e apoia o exilado Edmundo González Urrutia, que reivindica a vitória nas eleições de julho passado e compareceu à posse de Trump em 20 de janeiro.
O republicano também afirmou que o governo de Maduro não tem repatriado migrantes venezuelanos em situação irregular no ritmo “que haviam acordado”.
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