A detenção de dois agentes dos serviços secretos espanhóis que passaram informações secretas aos Estados Unidos gerou incômodo em Madri, mas essa disputa com Washington está resolvida, afirmou nesta terça-feira (5) o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

O portal digital espanhol El Confidencial revelou na segunda-feira a detenção destes dois membros do Centro Nacional de Inteligência (CNI), informação posteriormente corroborada por três ministros, que não deram mais detalhes.

A particularidade deste caso de espionagem é que beneficiou os Estados Unidos, país aliado com o qual a Espanha, membro da Otan, mantém excelentes relações.

Depois de três ministros falarem sobre o caso, Sánchez comentou-o pela primeira vez durante uma conversa informal com um grupo de jornalistas da imprensa internacional no palácio Moncloa – sede do governo – e evitou criticar os Estados Unidos.

Admitindo que o caso gerou incômodo em Madri, acrescentou que o problema foi resolvido, sem mais detalhes.

Questionada durante a coletiva de imprensa após o conselho de ministros, a porta-voz do Governo, Pilar Alegría, limitou-se nesta terça-feira a explicar que foi “o próprio CNI” quem denunciou o fato ao Ministério Público” e prometeu “máxima colaboração” do governo com a investigação.

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Na véspera, o ministro da Justiça, Félix Bolaños, afirmou que o caso era conhecido “há alguns dias”.

Segundo a imprensa espanhola, as detenções foram feitas em setembro, e um dos detidos continuava na prisão enquanto o segundo foi libertado.

Não se sabe quais informações transmitiram aos serviços de Inteligência dos EUA, mas a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, disse que o caso está coberto por sigilo oficial.

As autoridades dos EUA não fizeram comentários.

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