O reconhecimento planejado pela França de um Estado palestino não incluirá a abertura de uma embaixada até que o Hamas liberte os reféns que mantém em cativeiro em Gaza, declarou o presidente Emmanuel Macron em uma entrevista neste domingo.
“Para nós, será um requisito muito claro antes de abrir, por exemplo, uma embaixada na Palestina”, declarou Macron ao canal CBS News em uma entrevista gravada na quinta-feira.
A França afirma que reconhecerá formalmente um Estado palestino ao lado de outros países na segunda-feira, em uma reunião na ONU.
Neste domingo, 21, os governos do Reino Unido, Canadá e Austrália anunciaram o reconhecimento formal da Palestina como um país independente e defenderam o cessar-fogo entre Gaza e Israel. Os dois primeiros são os primeiros países do G7 a reconhecerem o Estado da Palestina.
Em nota nas redes sociais, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o reconhecimento é uma tentativa de reviver a esperança de paz no conflito. Starmer já tinha prometido formalizar a medida durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mas agilizou o processo após a intensificação dos ataques de Israel em Gaza.
“Hoje, o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina para reviver a esperança de paz entre palestinos e israelenses, e uma solução de dois Estados”, afirmou.
Usando o mesmo discurso de Starmer, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse esperar a pacificação entre palestinos e israelenses. “O Canadá reconhece o Estado da Palestina e oferece sua colaboração para construir a promessa de um futuro pacífico, tanto para o Estado da Palestina como para o Estado de Israel”, disse Carney.
O governo australiano também formalizou o reconhecimento do estado palestino. “Ao fazê-lo, a Austrália reconhece as aspirações legítimas e antigas do povo palestino de ter um Estado próprio”, declarou o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese.
Com os anúncios, subiu para 147 o número de nações que reconhecem o Estado da Palestina.