Macron chama tiroteio em Trappes de “ataque terrorista racista”

Presidente francês visitou a cidade após ataque que matou uma pessoa e deixou ao menos cinco feridos; menina de 12 anos está hospitalizada

Macron conversa com autoridades em Trappes, em 23 de outubro. Imagem derivada de frame do vídeo oficial do Élysée, com edição de enquadramento.
Foto: Macron conversa com autoridades em Trappes, em 23 de outubro. Imagem derivada de frame do vídeo oficial do Élysée, com edição de enquadramento.

O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou como “ataque terrorista racista” o tiroteio ocorrido nesta sexta-feira (23) em Trappes e La Verrière, municípios da região metropolitana de Paris.

Uma pessoa morreu e ao menos cinco ficaram feridas. Entre as vítimas está uma menina de 12 anos, que seguia hospitalizada, segundo declaração de Macron durante visita a Trappes.

O suspeito foi preso após os disparos. De acordo com as autoridades francesas, ele atirou de dentro de um carro em diferentes pontos dos dois municípios. A Promotoria Nacional Antiterrorismo assumiu a investigação.

Em discurso no local, Macron afirmou que o episódio representa uma mudança de cenário para o país e disse considerar o ataque o primeiro desse tipo na França. O presidente também citou indícios de premeditação e declarou que o autor teria poupado pessoas com base na cor da pele.

“Não cederemos nada”, afirmou Macron, ao pedir união à população francesa. O chefe de Estado disse que a República não pode aceitar atos motivados por racismo ou pela suposta religião das vítimas.

Durante a visita, Macron se reuniu com equipes de socorro, prefeitos da região e uma mulher cujo carro foi atingido por tiros quando ela estava acompanhada da filha de 12 anos.

As circunstâncias do ataque e a motivação do suspeito continuam sob apuração judicial.

Da IstoÉ e Agência ANSA