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Macroanel tornará viagens mais seguras

Abertura do futuro complexo viário facilitará a circulação de bens e serviços, abrindo um novo capítulo no programa de concessões rodoviárias paulista

Macroanel tornará viagens mais seguras

Macroanel Rodoviário Paulista consistirá na duplicação, interligação e modernização de rodovias já existentes que irão se tornar uma rota de interconexão entre os maiores centros regionais do Brasil e acesso aos principais terminais portuários e aeroportuários. Ao ser concluída, esta obra eliminará gargalos de infraestrutura viária, aumentando a competitividade da economia sem a necessidade de investimentos relativos tão pesados, representando uma nova fase do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo.

O programa, que completa 20 anos em 2018, sofisticou continuamente um modelo de desenvolvimento que hoje abrange 8,4 mil quilômetros de autoestradas operadas por 21 concessionárias fiscalizadas pela Artesp, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo. É uma história de ganhos na qualidade dos serviços aos usuários, avanços tecnológicos e economia para os cofres públicos. O modelo de concessão foi aprimorado mediante a criação de regras e prazos adequados à atração de diferentes perfis de participantes, como fundos de investimentos. O objetivo é ampliar o leque de interessados, tornando projetos de infraestrutura e logística, como o do Macroanel, competitivos na busca por financiamento.

Segundo a Confederação Nacional dos Transportes, das 20 melhores rodovias brasileiras, 18 estão sob concessão estadual em São Paulo. Nestas duas décadas foram investidos mais de R$ 100 bilhões em obras, operação e manutenção dos trechos. Diante disso, o Macroanel Paulista terá tudo para se tornar mais um projeto de sucesso em termos de segurança e desenvolvimento.

Benefícios diretos do projeto

> Criará uma rota entre os estados do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro para a região central de São Paulo sem utilizar o Rodoanel Mario Covas (SP-021).
> Abrirá uma alternativa de acesso ao Porto de Santos para as cargas vindas do Sul ao conectar a Rodovia Régis Bittencourt
(BR-116) com a duplicada Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP-055), sem utilizar o Rodoanel (SP-021) e o Sistema Anchieta-Imigrantes (SP-160/ SP-150).
> Viabilizar uma nova rota através da Mogi-Bertioga para que os veículos de carga do Rio de Janeiro possam acessar o Porto de Santos sem passar pelo Rodoanel Mario Covas e o Sistema Anchieta/Imigrantes.

 

Logística de cargas será modernizada
Interconexão de cerca de 600 km de rodovias criará novos corredores e acessos das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste ao interior e ao litoral

A abertura do Macroanel Rodoviário Paulista é uma obra que modificará a estratégia da logística de cargas brasileira, tornando-a mais eficiente. As autoestradas do Estado de São Paulo são passagens obrigatórias entre as Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste rumo ao Porto de Santos, o principal do País. A construção do Macroanel criará dois novos acessos diretos ao litoral e permitirá atingir as áreas industriais de Campinas, Sorocaba e São José dos Campos sem utilizar o Rodoanel Mario Covas e o Sistema Anchieta-Imigrantes, o que desafogará o tráfego na Grande São Paulo.

Com cerca de 600 quilômetros de extensão, o Macroanel será 3,5 vezes mais longo que o Rodoanel e seu projeto apresenta a vantagem de utilizar o traçado de 340 quilômetros de rodovias já existentes, o que cortará custos e prazos. Outra grande vantagem é que boa parte dessas autoestradas já integra o Programa de Concessões do Estado de São Paulo. O restante da obra, cerca de 280 quilômetros, é composta de trechos a serem duplicados, ampliados ou melhorados (ver mapa).

Em três pontos serão abertas interligações a fim de conectar diretamente os fluxos do Macroanel com o de outras rodovias.Uma das grandes vantagens do projeto será a facilidade para atingir o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, o principal terminal de cargas aéreas do Brasil. Além dos ganhos econômicos e da geração de empregos diretos e indiretos, os novos caminhos permitirão aos usuários fazer viagens mais seguras e rápidas.

Debates com a população 
Abertura de consulta pública e de uma série de audiências
nas cidades beneficiadas pelo Macroanel servirá para colher opiniões e alternativas ao projeto

Divulgação

Antes de iniciar qualquer grande obra pública, é dever da administração discutir com a sociedade civil e as prefeituras das áreas impactadas e seus respectivos entornos quais os prós e eventuais contras da iniciativa, assim como as alternativas possíveis.

Uma das principais ferramentas utilizadas para dar divulgação e transparência para este processo são as audiências públicas, que servem para apresentar o conceito da obra, seu traçado, principais estruturas, custos, benefícios e impactos sociais, econômicos e ambientais. Conforme o andamento do projeto, as audiências públicas serão realizadas para a apresentação do conceito do Macroanel. O projeto também prevê o uso de consulta pública.

Durante 60 dias, a sociedade poderá encaminhar suas contribuições. O site da Artesp terá uma página dedicada ao Macroanel para receber sugestões ao traçado, críticas e comentários (www.artesp.sp.gov.br).

Essas ferramentas já foram utilizadas em outras obras concedidas e contribuíram demasiadamente para o aprimoramento dos serviços prestados. Tais resultados podem ser conferidos em pesquisas técnicas e nas melhorias e modernizações em andamento.

Rodovia Viva em dados
Conheça as dimensões e os resultados práticos das concessões para os usuários

Augusto Martins Filho

O conceito de Rodovia Viva adotado para as autoestradas paulistas norteia as políticas do programa de concessões. O principal foco é a segurança, com redução dos números de acidentes e de mortes. Para tanto, os investimentos são voltados para duplicações, abertura de acessos, construção de passarelas, redução do tempo de atendimento e novas formas de comunicação entre usuários e operadores.

A tecnologia é um fator primordial na operação das concessões. As operações são fiscalizadas em tempo real no Centro de Controle de Informações (CCI) da Artesp, onde seus técnicos estão conectados a 1.226 câmeras das concessionárias, 8.099 call boxes, 387 sensores de tráfego, 352 painéis de mensagens, 151 radares fixos e 80 balanças. Os fiscais da agência também se valem de tablets para gerar relatórios com imagens em tempo real, o que reduz o tempo de resposta das demandas por serviços e manutenções. Como complemento, os serviços de rádio web e twitter da agência lançam boletins diários sobre as condições de trânsito para toda sociedade e também para os órgãos de imprensa. Só em 2017 foram produzidos 11 mil boletins cobrindo toda a malha.