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LVMH e Tiffany fecham novo acordo e decidem manter integração

MILÃO, 29 OUT (ANSA) – Após semanas de incertezas, o grupo francês LVMH anunciou ter fechado um acordo nesta quinta-feira (29) para comprar a joalheira norte-americana Tiffany, mas por um preço menor por ação. Agora, o valor será de US$ 131,5 por ação, contra os US$ 135 que haviam sido firmados em novembro do ano passado.   

Com isso, a ação judicial aberta pela joalheira contra os franceses será encerrada no tribunal de Delaware.   

“Estamos muito satisfeitos por ter atingido com o LVMH um acordo com um preço atraente e de agora estarmos aptos para a integração. A diretoria concluiu que estava no melhor interesse de nossos stakeholders atingirmos uma certeza no fechamento”, afirmou o presidente da Tiffany, Roger Farah.   

Por sua vez, o presidente e CEO do LVMH, Bernard Arnault, pontuou que “esse acordo equilibrado atingido com o conselho da Tiffany permite a LVMH trabalhar na aquisição com confiança e de retomar as negociações com a diretoria da Tiffany sobre os detalhes da integração”.   

“Sempre estivemos convencidos do potencial formidável da marca Tiffany e pensamos que a LVMH seja a casa certa para Tiffany e seus funcionários nesse próximo empolgante capítulo”, acrescentou Arnault.   

O acordo modificado, que foi aprovado tanto pelo conselho de diretores do grupo francês como da marca norte-americana, espera que o dividendo trimestral da Tiffany de US$ 0,58 seja pago já no dia 19 de novembro. A finalização da fusão entre as duas marcas deve ocorrer no início de 2021, após a liberação dos sócios da empresa dos EUA.   

O imbróglio entre as duas empresas ocorreu meses após o fechamento do negócio em novembro de 2019.   

A LVMH informou que não daria andamento à compra por conta da má gestão da atual diretoria da Tiffany durante a pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, que teria provocado uma perda de valor da empresa. Além disso, o governo francês alertou o grupo de que Washington estava para impor novas tarifas aos produtos do país.   

Com isso, os norte-americanos abriram um processo contra o grupo por romper seus compromissos e o caso seria julgado em janeiro do ano que vem.   

Porém, a fusão das duas recebeu todas as liberações necessárias das entidades antitrustes europeias e norte-americanas – o que seria um caso quase inédito de desistência.   

A Tiffany é uma das marcas mais famosas do mundo e um dos sinônimos de joias de alto luxo, tendo sido fundada em 1837. Já o grupo LVMH é dono de mais de 70 empresas do setor de luxo tanto em roupas como em acessórios e bebidas. (ANSA).   

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